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SP: preço da gasolina deve cair R$ 0,03


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A redução do preço da gasolina para o consumidor deve ser de R$ 0,03 por litro, menor que os R$ 0,05 estimados pela Petrobras, segundo projeção do Sindicato dos Postos de Combustíveis de São Paulo (Sincopetro).

O presidente da entidade, José Alberto Gouveia, atribui a diferença à alta recente nos preços do etanol, que sobem com a aproximação da entressafra da cana-de-açúcar. A gasolina vendida nos postos tem 27% do biocombustível na mistura. Ao anunciar, nesse sexta-feira (14), o corte no valor da gasolina e do diesel, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, estimou os centavos a menos na bomba caso a redução fosse repassada ao consumidor.

“É complicado antecipar o desconto para o consumidor, porque que pode frustrá-lo muito”, disse Elizabeth Farina, presidente da Unica (entidade da indústria da cana-de-açúcar). Ela defende que, como componente da gasolina, o etanol não pode ser “culpado” se o combustível não baixar de preço. Além de esperar um reajuste menor, o motorista também precisará ter paciência. Historicamente, leva de quatro a seis semanas para o novo preço chegar aos postos, por causa dos estoques.

A expectativa, no entanto, é que a queda no preço dos combustíveis chegue e tenha impacto positivo para a inflação, que em setembro subiu 0,08%, o melhor resultado para o mês desde 1998. “Isso é uma decisão da Petrobras, uma grande mudança os preços de gasolina e diesel deixarem de ser definidos pelos Executivo (...). Não há dúvidas de que, nesse caso específico, é favorável do ponto de vista da inflação”, argumentou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Para analistas, o alívio extra para o IPCA (indicador oficial de inflação) deve ser de 0,06 a 0,10 ponto percentual no acumulado do ano e ajudará o Banco Central na decisão de cortar a taxa básica de juros, hoje em 14,25% ao ano. A reunião ocorre na próxima semana.

A inflação de 2016 chegou a 5,51%, acima da meta para o ano, que é de 4,5%, e analistas esperam que o índice termine o ano ao redor de 7%. “Esse é um desenrolar positivo e deve dar ao Banco Central ainda mais conforto para começar a afrouxar a política monetária na próxima semana. Se os preços dos combustíveis continuarem a cair nos próximos meses, o BC terá espaço extra para cortar a Selic de forma mais agressiva em 2017”, disse o diretor de pesquisa econômica do Goldman Sachs, Alberto Ramos, em nota.

 

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