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Polícia Civil não descarta greve em Bauru

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 1 min

Douglas Reis
Segundo o sindicato, objetivo da manifestação foi protestar contra 'sucateamento' da instituição

Policiais civis da Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Bauru paralisaram suas atividades por uma hora, das 12h às 13h de ontem. O objetivo foi protestar contra o "sucateamento" da instituição em todo o Estado, conforme revela o Sindicato dos Policiais Civis (Sipol) da região do Departamento de Polícia Judiciária do Interior 4 (Deinter-4), em Bauru.

Márcio Cunha é presidente da entidade local e não descarta, ainda, a possibilidade de greve. "O Estado inteiro aderiu à Operação Nocaute, em alusão ao fato de a Polícia Civil estar sendo nocauteada pela falta de investimentos. Agora, a base se reunirá para definir quais serão os próximos passos. Se entender que houver necessidade, teremos uma paralisação efetiva", revela.

Segundo Cunha, aproximadamente 80 policiais de Bauru participaram do protesto de ontem. Inclusive, esta não foi a primeira vez que os servidores se manifestam contra o governo estadual.

Conforme o JC noticiou na edição do último dia 12, o Sipol de Bauru decidiu pagar a inscrição para que a categoria prestasse um concurso de motorista do Ministério Público (MP) do Estado de São Paulo, cuja remuneração, segundo a entidade, ultrapassava a dos investigadores e escrivães.

Cunha afirma, ainda, que a paralisação de ontem não acarretou em grandes prejuízos à população. "Não tivemos nenhum caso urgente. Se houvesse, atenderíamos. Orientamos as pessoas sobre o ato e elas nos apoiaram, ou seja, entenderam que merecem um atendimento de qualidade".

Para tanto, o sindicato exige mais contratações de policiais. "Estamos em negociação junto ao Estado há um ano e meio, mas não vai para a frente", acrescenta.

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