| Aceituno Jr. |
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| Felipe Correia conta que, desde o Ensino Médio, já desenvolveu a vontade de fazer Direito |
Estudante do 5.º ano de Direito na Instituição Toledo de Ensino (ITE), o jovem Felipe Correia, de 23 anos, conseguiu a nota máxima na segunda fase do Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
O resultado saiu há poucos dias e não é comum de ser obtido, pois esta etapa da prova é totalmente dissertativa, incluindo a elaboração de uma peça jurídica dentro da área escolhida pelo candidato.
Felipe mora em Barra Bonita (68 quilômetros de Bauru) e, desde 2012, viaja diariamente para cursar Direito na ITE, no período noturno. E foi ainda no primeiro ano de faculdade que ele percebeu a aptidão para o Direito Civil, que foi a área escolhida na segunda fase do Exame.
Na primeira fase da OAB, todos os ramos do Direito são contemplados, com 80 questões de múltipla escolha. Todos aqueles que acertam mais da metade (40 perguntas) avançam para a segunda fase, que é específica na área em que o estudante optar, com quatro questões dissertativas e a elaboração de uma peça jurídica.
Para chegar até a nota 10 na segunda fase, Felipe diz que estudou com afinco desde o primeiro ano e dá algumas dicas aos futuros candidatos do Exame. "A primeira fase, se você estuda bem desde o começo da faculdade, consegue passar sem grandes problemas. Nesta etapa, caem todas as áreas. Mas a segunda fase, como é específica, exige um estudo mais aprofundado. Passei várias noites estudando e desenvolvendo peças para chegar preparado nesta segunda etapa do Exame. Além disso, desde o começo do curso, dediquei muitas horas para o estudo, inclusive aos finais de semana, mas a recompensa vem depois, um resultado como este vem dos cinco anos de faculdade", garante.
"Gostei muito da formação que tive na ITE, com bons professores em todas as áreas. Acho que isso também ajudou bastante. Além disso, fiz também um cursinho preparatório com um professor da própria faculdade", completa.
Experiência
Felipe teve contato com o mercado de trabalho desde os primeiros meses de faculdade. Entre o primeiro e o terceiro ano, ele foi estagiário no Fórum de Barra Bonita. "Já no começo percebi que tinha mais afinidade com o Direito Civil, especialmente o Previdenciário. Depois, do quarto ano para frente, passei a estagiar no Ministério Público, também em Barra Bonita. Meu estágio termina agora no fim do ano, juntamente com a conclusão do curso", explica.
O interesse pelo Direito vem desde o Ensino Médio, relata. "No segundo ano do Ensino Médio, eu já sabia que gostaria de ir para o Direito. Ninguém mais próximo na minha família é da área jurídica. Fui descobrindo esse gosto ao longo do tempo mesmo e visitando feiras de profissões que existem nas faculdades, voltadas aos alunos que estão para ingressar no Ensino Superior", acrescenta.
Futuro
Em relação ao futuro profissional, Felipe quer exercer a advocacia nestes primeiros anos, mas também pretende prestar concursos públicos para o Ministério Público e a magistratura (juiz). "Eu gostei muito do Ministério Público. Acho que, hoje, é o que eu tenho mais vontade de prestar concurso. Mas acho a magistratura bem interessante também. Depois que me formar, pretendo advogar, até para ter essa experiência, acho importante. E são exigidos três anos de trabalho no setor jurídico para entrar nos concursos, quero preencher esse tempo com a advocacia e, ao mesmo tempo, ir estudando para as provas", reitera.
