Economia & Negócios

Dólar encerra a R$ 3,12: menor nível desde julho do ano passado


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O dólar fechou o dia de ontem no menor nível em mais de um ano, aos a R$ 3,121 na venda, queda de 1,26%. A desvalorização da divisa americana, observada desde o começo do dia, teve como principal catalisador a lei de regularização de recursos no Exterior, cuja data final para adesão é 31 de outubro. O valor de encerramento, que também marcou a mínima do dia, não era visto desde 2 de julho de 2015, quando terminou em R$ 3,096. De acordo com dados na clearing da BM&F Bovespa, o volume de negócios somou US$ 1,076 bilhão. Já no segmento futuro, o contrato de dólar para novembro fechou em queda de 0,84%, aos R$ 3,1300. O giro totalizou US$ 13,013 bilhões.

Além da repatriação também embutiu o otimismo com o andamento de medidas de ajuste fiscal e a percepção de que os cortes da Selic serão graduais. Estão previstas votação da PEC do Teto em 2º turno na Câmara e a divulgação da ata da última reunião do Copom do Banco Central, quando reduziu a Selic.

Bolsa

O início da semana foi morno na Bovespa, que hesitou durante quase todo o pregão e terminou o dia próxima da estabilidade, aos 64.059,89 pontos (-0,08%). Com a escassez de notícias relevantes no dia, o investidor manteve o tom otimista com o País, baseado em acontecimentos recentes. Por outro lado, os sucessivos ganhos da bolsa brasileira tiraram o fôlego de algumas ações, que cederam a movimentos de realização de lucros e determinaram uma leve baixa ao final dos negócios. O volume financeiro totalizou R$ 7,35 bilhões, abaixo dos R$ 9,04 bilhões da média diária de outubro.

As "blue chips" Vale e Petrobras continuaram a se destacar na alta, refletindo a melhora de perspectiva para ambas. Vale ON e PNA tiveram ganhos de 1,96% e 2,84%, respectivamente. Já Petrobras ON e PN avançaram 0,31% e 1,39%, apesar da queda dos preços do petróleo. Bradesco PN caiu 0,96% e Itaú Unibanco PN perdeu 0,85% do seu valor. A exceção ficou com as units do Santander Brasil, que subiram 1,10%.

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