| Samantha Ciuffa |
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| Após 5 anos de uso, hidrômetros perdem o desempenho e, consequentemente, deixam de contabilizar fluxos de água |
Cerca de 2 mil imóveis localizados nos núcleos habitacionais Gasparini e Índia Vanuíre e no Jardim Helena terão os hidrômetros trocados pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE). A expectativa é de que a mudança seja realizada ainda neste ano.
Trata-se de um projeto-piloto que integra ações do Plano Diretor de Água (PDA) e que tem como objetivo diminuir o índice de perdas na produção de água pela autarquia.
Atualmente, 47% da produção do DAE é perdida no trajeto até a torneira dos consumidores. A iniciativa tem data prevista de implantação na segunda quinzena de novembro, mas deve se estender até fevereiro de 2017.
DESEMPENHO MENOR
O interesse na aplicação do projeto-piloto parte de um estudo feito pela própria autarquia, que indica que a vida útil dos hidrômetros é de cinco anos.
“Depois desse tempo, o sistema de roldanas perde desempenho e gira mais devagar, permitindo fluxo de água maior do que o indicado”, explica Célio Bucceroni, presidente do DAE. O que, consequentemente, gera perda de faturamento para a autarquia, que também registra grande prejuízo com vazamentos na distribuição (índice indefinido) e na própria produção de água (índice de até 7%).
O PROJETO
O projeto funcionará da seguinte forma: antes da instalação novos hidrômetros, o DAE realizará aferição da rede com uso de um grande hidrômetro, para saber a quantidade de água que entra nesses bairros. Na sequência, realizará medição dos hidrômetros comuns já existentes nos imóveis.
Após a troca dos dispositivos o DAE repetirá a analise, realizando uma nova aferição, tanto da rede quanto do consumo dos novos equipamentos nos imóveis.
A diferença resultada entre os consumos, antes e depois da instalação dos equipamentos, tanto da rede quanto das casas, apontarão o índice real de perdas naquela região por causa do mal desempenho dos hidrômetros antigos.
“Se essa perda for de, no mínimo, 9%, por exemplo, e conseguirmos recuperar esse índice com a troca, conseguiremos reaver o investimento de R$ 140 mil gasto na compra dos hidrômetros em até seis meses e meio”, projeta o presidente do DAE.
Com a amostragem do projeto-piloto, o DAE verificará a eficácia da medida que pretende estender por toda a cidade. “Inicialmente, atuaremos nesses três bairros. Mas, no Plano Diretor, está prevista a troca de 25 mil hidrômetros por ano. Em cinco anos, alcançaríamos o total de 130 mil imóveis, ou seja, todo o município”, comenta Bucceroni.
EM ANDAMENTO
Para iniciar a empreitada, no entanto, o DAE aguarda o encerramento da licitação. O documento prevê a aquisição de 2.070 hidrômetros. Segundo o DAE, o edital está em fase de elaboração.
“Cada hidrômetro custa em média R$ 70,00. Acredito que realizaremos investimento de R$ 140 mil neste projeto-piloto”, comenta Bucceroni.
Na década de 80, o DAE, que era responsável pela instalação e troca de hidrômetros em imóveis de toda a cidade, se isentou de tal atribuição. Com o projeto, a autarquia inicia, agora, uma corrida para tentar reverter prejuízo.
“Se deixássemos essa troca como incumbência dos moradores, poucos trocariam, afinal, ninguém quer ver sua conta aumentar. Mas eu assumi o DAE com o compromisso de ajudar e a redução de perdas é mais que necessária”, finaliza Bucceroni.
