| Douglas Reis |
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| A Operação Mortalha foi deflagrada no dia 11 de outubro |
O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia à Justiça contra 20 pessoas acusadas de integrarem organização criminosa que contrabandeava cigarros paraguaios em Bauru e região e que foi desmantelada na Operação Mortalha. A denúncia deve ser apreciada pela 1.ª Vara Federal de Bauru.
Conforme o JC noticiou em 11 de outubro, o grupo comandava um esquema de entrada e distribuição dos produtos no País. Por meio de barcos, a carga atravessava a fronteira em Foz do Iguaçu. Lá, era integrada a um sistema de logística terrestre, chefiado por núcleos da quadrilha em Maringá, Bauru e Lins.
Segundo o MPF, eles agiam há, pelo menos, um ano. A organização começou a ser investigada em janeiro, após uma apreensão de caixas de cigarros em Bauru. Por meio de interceptações telefônicas dos presos em flagrante, a polícia chegou aos demais integrantes.
PRISÕES
Dos 20 acusados, o MPF denunciou seis por organização criminosa e contrabando. Cinco encontram-se presos preventivamente. Outras 14 pessoas foram denunciadas por integrarem a associação criminosa. Cinco delas estão presas preventivamente, quatro foragidas e outras cinco respondem ao processo em liberdade. As prisões foram realizadas também nas cidades de Arealva, Ourinhos e Promissão.
LIDERANÇA
A investigação concluiu que os contrabandistas de cigarros agiam em três grupos: os fornecedores, os intermediadores/transportadores e os compradores, responsáveis pela distribuição no comércio de Bauru, Lins e outras cidades.
Os fornecedores e líderes do bando seriam do norte do Paraná, notadamente Londrina e Maringá. Segundo o MPF, as prisões não intimidavam os líderes da organização, que se cotizavam para pagar as fianças e advogados. Para o procurador da República Fábio Bianconcini de Freitas, a medida tinha como objetivo garantir o silêncio desses investigados.
POLICIAL ENVOLVIDO?
Há indícios ainda de que parte dos denunciados tinham contato na Polícia Rodoviária. Um PM teria sido interceptado conversando com alguns dos investigados. Por esse motivo, o MPF pediu à Justiça o envio de cópias da investigação e interceptações telefônicas para a Corregedoria da PM e para o MP Estadual em Lins.
PUNIÇÃO
Os crimes de organização criminosa e de contrabando têm penas, respectivamente, de 3 a 8 anos e de 2 a 5 anos de reclusão.
