Política

Bauru e mais cinco cidades da região têm segundo turno

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 3 min

Reprodução/Internet
Eleitores voltam às urnas neste domingo para definir as eleições

Quase 2 milhões de eleitores devem ir às urnas no próximo domingo (30) para decidir quem governará seis cidades do Interior de São Paulo, onde a disputa política chegou ao segundo turno. Além de Bauru, o pleito ainda não foi definido em Franca, Guarujá, Jundiaí, Ribeirão Preto e Sorocaba.

Em outros nove municípios paulistas, desconsiderando a região metropolitana em torno da Capital do Estado, o eleitorado é formado por mais de 200 mil pessoas (o mínimo necessário para haver segundo turno). Neles, contudo, um dos candidatos obteve mais de 50% dos votos, definindo a corrida pelo comando das prefeituras já no primeiro turno, ocorrido no dia 2 de outubro.

Em 2008, última vez em que a disputa local havia sido levada ao segundo turno, Bauru e São José do Rio Preto foram as únicas cidades do Interior a não decidir seus próximos prefeitos na primeira etapa da eleição.

No último processo, há quatro anos, foram sete os municípios com mais de 200 mil eleitores em que nenhum candidato atingiu mais da metade dos votos válidos. Com o “tsunami” de Rodrigo Agostinho (PMDB), reeleito com 82% da preferência dos bauruenses, a cidade rompeu com a tradição cultivada desde 2004, quando a possibilidade de segundo turno tornou-se realidade por aqui.

Campinas, Taubaté, Franca, Guarujá, Jundiaí, Ribeirão Preto e Sorocaba foram as cidades em que o pleito chegou ao segundo turno em 2012. As últimas cinco voltam a figurar na lista deste ano.

Oito partidos estão na disputa nos municípios

O segundo turno em nenhuma das seis cidades do Interior paulista reproduz a polarização entre petistas e tucanos, que tem perdido espaço no cenário eleitoral desde o início do desgaste nacional do PT. A sigla, aliás, não chegou a essa etapa do pleito nesses municípios. Os tucanos, por sua vez, disputam três prefeituras. O PSD e o DEM, duas. Há ainda candidatos do PV, PPS, PSB, PDT e PSOL; um de cada legenda.

Em Bauru, antigos aliados e correligionários, Gazzetta (PSD) e Raul (PV) concorrem à sucessão de Rodrigo Agostinho (PMDB) no comando do Palácio das Cerejeiras. O ambientalista terminou o primeiro turno como o mais votado dos seis prefeitáveis, com pouco mais de 45% da preferência do eleitorado. O médico atingiu a marca dos 30%.

Sidnei Franco da Rocha (PSDB) e Gilson de Souza (DEM) disputam o governo de Franca. No dia 2 de outubro, o primeiro ficou na frente com 45% dos votos ante 22% do segundo.

No Guarujá, Haifa Madi (PPS) - 43% no primeiro turno - disputa com Valter Suman (PSB), que alcançou 23%.

O atual prefeito de Jundiaí, Pedro Bigardi (PSD), busca mais um mandato, mas ficou em segundo lugar na primeira etapa da eleição, com 26% dos votos. Luiz Fernando Machato (PSDB) teve 47%.

Das seis cidades, Ribeirão Preto registrou o placar mais apertado no primeiro turno: 39% para Duarte Nogueira (PSDB) e 27% para Ricardo Silva (PDT), que disputarão a preferência do eleitorado em definitivo neste domingo.

Em Sorocaba, podem assumir a Prefeitura Crespo (DEM) ou Raul Marcelo, que chegaram a, respectivamente, 45% e 25% dos votos no dia 2 de outubro.

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