| Malavolta Jr. |
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| Jesus Garcia diz que há problemas também em dias de calor |
Em função de frequentes quedas de energia nas chácaras, a Associação de Moradores e Amigos do Vale do Igapó pretende levar o problema ao Ministério Público. No dia 20 de outubro, quando a última chuva moderada atingiu a região, a população do bairro ficou sem luz das 15h à 1h da manhã. O problema, de acordo com a entidade, está na rede subdimensionada que atende as propriedades, inseridas nos municípios de Bauru, Agudos e Pederneiras.
“As interrupções no fornecimento já viraram rotina. Não precisa de tempestade. Qualquer ventinho já deixa todo mundo no escuro. O mesmo acontece nos finais de semana de calor, quando a população flutuante aumenta. É só dar o horário do banho do pessoal, que a energia cai. Queremos registrar boletim de ocorrência e levar o caso à Promotoria”, diz Jesus Garcia, membro da diretoria da associação.
Outro problema, segundo os moradores, está no tempo de resposta da CPFL Paulista. Presidente da entidade, Walkíria de Jesus Rodrigues relata que, há cerca de dois meses, ficou 48 horas sem energia.
A concessionária, por sua vez, nega a alegação de que a rede do Vale do Igapó está subdimensionada, pontuando que temporais ou vendavais influenciam no fornecimento em função da vegetação existente.
OUTRO LADO
Quanto ao último episódio, a CPFL Paulista afirma que a forte chuva do dia 20 de outubro causou severos danos à infraestrutura de distribuição no Vale do Igapó, mas que, desde o início das ocorrências, a companhia despachou suas equipes disponíveis para regularizar o sistema o mais rápido possível.
“Em áreas rurais ou em locais onde há estradas de terra, o tempo para recomposição do sistema geralmente são influenciados por dificuldades de acesso das equipes, sejam pelas condições das vias, alagamentos ou propriedades com porteiras trancadas no período noturno. Em áreas como essa, a execução de obras e operações, como substituição de postes e remoção de árvores de grande porte, tornam-se ainda mais complexas”, informa nota da concessionária enviada ao JC.
A CPFL ressalta ainda que, durante temporais, o Centro de Operações monitora e prioriza o atendimento a hospitais, unidades de saúde, clientes com UTI domiciliar, escolas e demais prédios e equipamentos públicos. O tempo para o restabelecimento, nesses casos, depende das obras e ações necessárias para remoção de árvores de grande porte que caíram sobre a rede elétrica, exigindo um trabalho em conjunto com Corpo de Bombeiros e Defesa Civil de cada cidade.
