Política

Candidatos tentam "desconstruir" rival

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 3 min

Aceituno Jr.
Confronto final: candidatos à Prefeitura de Bauru participaram do último debate na noite dessa sexta-feira (28)

O último debate da corrida pela Prefeitura de Bauru, exibido até as 23h30 dessa sexta-feira (28), pela TV TEM, foi o de maior enfrentamento político da campanha. Gazzetta (PSD) e Raul (PV) dedicaram boa parte do tempo de suas intervenções a tentativas de “descontruir” um ao outro, bem como as propostas, ideias e aliados dos oponentes.

Raul iniciou atacando ao sugerir que o adversário aumentará o “cabide de empregos” no governo, criando seis subprefeituras e mais secretarias, que custariam, cada uma, R$ 250 mil a mais por ano aos cofres municipais. Criticou ainda o que chamou de contrassenso, referindo-se à proposta de Gazzetta de diminuir despesas com combustível, alegando que a medida impactaria na prestação de serviços essenciais.

O ambientalista acusou o oponente de não ter lido seu plano de governo, alegando que propõe apenas duas novas coordenadorias. O prefeitável do PSD voltou a afirmar que as subprefeituras servirão apenas para descentralizar a administração pública e não implicarão em mais gastos com pessoal ou estrutura.

A partir deste embate, Gazzetta trouxe ao debate a figura de Izzo Filho, a quem afirmou ser o coordenador da campanha de Raul. O candidato do PV reagiu, alegando que o ex-prefeito apenas declarou voto a si em recente entrevista na televisão.

Em outro momento do confronto, o ambientalista voltou a acusar o adversário de esconder a participação de Izzo em sua equipe. O médico afirmou que seu oponente estava descontente por ter sido criticado pelo ex-prefeito na referida entrevista. Surpreendentemente, porém, os dois terminaram o “embate” elogiando a primeira gestão de Izzo, que foi cassado e chegou a ser preso.

SEM DINHEIRO

Diante da escassez de recursos que o próximo prefeito enfrentará, Gazzetta disse que realizará parte de suas propostas a partir de emendas parlamentares. Ele espera que o município receba até R$ 30 milhões graças a pedidos encaminhados a deputados federais dos partidos de sua coligação. Raul ironizou o adversário, duvidando que o dinheiro chegará. Segundo o médico, se a prefeitura viabilizar R$ 6 milhões já é muita coisa.

SAÚDE

Um dos principais temas da campanha, a Saúde também acirrou o debate da noite de sexta-feira. Quando questionou Gazzetta sobre a necessidade de aumentar o teto orçamentário para a disponibilização de exames a pacientes do SUS em Bauru, Raul disse que o oponente “deu uma de Maluf”, fugindo da resposta.

O médico acusou o ambientalista de não viver na cidade e, por isso, desconhecer seu trabalho como vereador. Por fim, retrucou dados sobre os gastos da prefeitura com medicamento, dizendo que pagaria toda a campanha do adversário caso estivesse errado.

Gazzetta, por sua vez, repetiu diversas vezes que a Saúde em Bauru está uma vergonha e associou Raul ao secretário municipal Fernando Monti, que preside o PR e integra o núcleo político da campanha do PV, e ao PSDB e ao governo do Estado, a quem acusou de não cumprir seus deveres e de fechar o Hospital Manoel de Abreu.

Raul rebateu que a unidade funcionará como Hospital do Idoso e pediu para que Gazzetta cobre o prefeito Rodrigo Agostinho, de quem recebeu apoio no segundo turno, sobre os problemas na Saúde.

MAIS CUTUCADAS

Os dois candidatos à Prefeitura de Bauru também discutiram sobre a “paternidade” dos projetos de criação de parques lineares nos fundos de vale de Bauru, acusando-se mutuamente de terem copiado a proposta um do outro.

Gazzetta ainda se valeu de uma citação de Raul, que referiu-se a ele como “nosso candidato”, agradecendo o “voto” do adversário. Já o médico disse que o ambientalista “se faz de coitadinho” e que precisará estudar muito para ser eleito no domingo.

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