Avisei aos amigos durante a semana: “Lula será preso quinta-feira”. Furo mundial. Só eu, Moro e a PF sabíamos. Só que não. O que tentei foi adivinhar. Mas não foi do nada o “chute”: quinta era aniversário de Lula. Óbvio demais? Mas e se Moro resolvesse aproveitar a data para festejar a seu modo: prendendo?... Há todo um fascínio em adivinhar. Quando crianças, brincamos de correr e tentamos adivinhar quem chega primeiro. Vamos crescendo e tentando adivinhar quem será o melhor da turma. Com quem a menina mais bonita vai ficar. O fim do filme.
E o tempo passando. Bora adivinhar quem está saindo com quem. Os números da sorte grande. O placar final. O melhor preço. Adivinhar nossa melhor forma de seguir adiante quando infância e juventude (adivinhe só?) ficaram para trás.
Uma vez uma colega foi a um vidente. Ele disse que havia um “J” na vida dela que poderia “dar problema”. Sobrou para mim a desconfiança. Em outra ocasião foi gente ainda mais próxima a voltar do vidente com papo de que, talvez, algum “J” poderia aprontar. Videntes não gostam de mim? “Adivinhe quanto paguei?” é pergunta corriqueira no mundo adulto e consumista. “Não sou adivinho!” é resposta ríspida à patroa quando o sujeito se esquece de trazer algo do mercado. Adivinhar é uma maratona mental que corre na mente da gente até a cachola não ter mais como pensar, muito menos, adivinhar.
Apesar de ser péssimo adivinho, não posso deixar de tentar. É mais forte do que eu. Sou João, nem Rosa e nem Bidu, mas vou persistir. Hoje mesmo: tive uma clarividência. Vai ganhar o segundo turno por aqui um candidato do signo de virgem, com “a” no nome, casado, com gosto por futebol e que ama Bauru e os bauruenses. Se fará uma ótima gestão? Aí já é resposta para os melhores oráculos.
Talvez até para aqueles que ainda não inventaram tamanha a tecnologia que precisarão receber. Certo é que nosso pedaço de futuro começa agora. Boa sorte, adivinhões.
O autor é editor executivo do JC