Internacional

Casa Branca nega que diretor do FBI esteja tentando influenciar a eleição


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O presidente norte-americano, Barack Obama, acredita que o diretor do FBI, James Comey, é um homem íntegro e não está tentando influenciar a eleição presidencial dos Estados Unidos, disse o porta-voz da Casa Branca ontem.  

A declaração foi dada após o FBI anunciar uma investigação sobre e-mails adicionais ligados a um servidor privado da candidata democrata, Hillary Clinton.

TUMULTO

O anúncio do diretor do FBI, James Comey, de que sua agência está investigando mais emails relativos a uma investigação sobre o uso que Hillary fez de um servidor pessoal de correio eletrônico quando era secretária de Estado tumultuou a corrida presidencial e deu a Trump novas esperanças de uma virada improvável e uma vitória no dia 8 de novembro.

Mais cedo, políticos do Partido Democrata atacaram Comey, a quem acusaram de ter influência na eleição. Segundo partidários de Hillary, Comey estaria usando critérios diferentes para investigações do FBI, e se recusa a divulgar dados que eles acreditam que podem afetar a campanha do republicano Donald Trump, como os dados de que Trump e associados e o governo russo mantêm relação uns com os outros. 

A campanha da democrata e seus muitos apoiadores influentes no partido praticamente declararam guerra a Comey, que foi indicado ao cargo pelo presidente democrata Barack Obama em 2013. 

TRUMP

O candidato republicano, por outro lado, está se empenhando em despertar dúvidas sobre Hillary desde a revelação do novo lote de e-mails. 

"Quando vencermos em 8 de novembro, iremos a Washington D.C. e iremos drenar o pântano", disse Trump durante um comício em Albuquerque, no Novo México, acusando Hillary de representar um sistema político corrupto. "Hillary Clinton não é a vítima. Vocês, o povo norte-americano, são as vítimas desse sistema corrupto", afirmou.

Os problemas de Hillary desviaram o foco das dificuldades do próprio Trump, que vem sofrendo para se recuperar da divulgação de uma gravação em vídeo de 2005 na qual se vangloria de apalpar mulheres.

O magnata já diminuiu a vantagem de Hillary nas pesquisas nacionais de intenção de voto e está na liderança em alguns Estados-chave nos quais é provável que a eleição seja decidida.

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