| Malavolta Jr. |
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| A peça "A última árvore" foi apresentada ontem pelo grupo teatral Pia Fraus, em quatro sessões |
Um palco montado dentro de uma espécie de bolha de plástico, em uma das ruas que cercam a Praça Alcides Pasquarelli, no Jardim Redentor, em Bauru. Esse foi o cenário da peça "A última árvore", apresentada pelo grupo teatral Pia Fraus, em quatro sessões, ontem. Inclusive, foi a primeira vez que a cidade recebeu um teatro portátil.
Quem confirma a informação é a diretora da Divisão de Ação Cultural da Secretaria Municipal de Cultura, Susana Nogueira Libório Godoy. Segundo ela, a pasta costuma firmar parcerias com grupos que tenham seus projetos patrocinados pelo Programa de Ação Cultural (Proac), vinculado ao governo do Estado de São Paulo. Esse é o caso do teatro portátil.
"Assim que recebemos a proposta, já demonstramos interesse em receber essa companhia de teatro, que é uma referência no País", comenta. Susana acrescenta, ainda, que a ideia era descentralizar as atrações culturais do município. Por isso, a peça foi apresentada em uma praça do Jardim Redentor.
Responsável pela direção de produção da Pia Fraus, Aldo Andreeto Júnior explica que a criação de um teatro portátil está ligada à essência da companhia. "A Pia Fraus é um grupo que vai ao público, não necessariamente dentro de um teatro. Provavelmente, esse bairro está a 10 quilômetros do teatro mais próximo. Esse é o diferencial", argumenta.
PÚBLICO
A fisioterapeuta Sabrina Breslau, de 38 anos, levou a filha Betina, de 5, para assistir à peça. As duas saíram do Jardim Europa rumo ao Redentor. "É a primeira vez que venho para essa região da cidade. Por isso, acredito que seja de extrema importância descentralizar a cultura", defende.
Já o aposentado Adenir Justo, de 63 anos, vive no Jardim Redentor e levou a neta, a pequena Ana Lívia, de apenas 2, ao teatro portátil. "Não é sempre que o bairro abriga esse tipo de atração, logo, os moradores têm de aproveitar cada oportunidade", observa.
Por sua vez, a professora de balé Michele Aparecida Nicola Alves, de 35 anos, acompanhava a filha Marília, de 2. "O que mais me chamou a atenção foi a descentralização da cultura, algo extremamente importante para que o maior número de pessoas, de fato, tenha acesso", finaliza.
A PEÇA
A partir da vida de uma árvore centenária, em meio a uma floresta brasileira, o grupo teatral Pia Fraus busca trazer uma reflexão sobre o processo de urbanização do País. Com uma linguagem lúdica e intimista, os atores Jucie Batista e André Zeronian manipulam bonecos e maquetes. "A última árvore" acaba presenciando a chegada do homem e a consequente destruição da floresta. A proposta é conscientizar o público sobre a importância da preservação ambiental e mostrar que a solução está nas mãos das crianças.
