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Redentor é palco de teatro na 'bolha'

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Malavolta Jr.
A peça "A última árvore" foi apresentada ontem pelo grupo teatral Pia Fraus, em quatro sessões 

Um palco montado dentro de uma espécie de bolha de plástico, em uma das ruas que cercam a Praça Alcides Pasquarelli, no Jardim Redentor, em Bauru. Esse foi o cenário da peça "A última árvore", apresentada pelo grupo teatral Pia Fraus, em quatro sessões, ontem. Inclusive, foi a primeira vez que a cidade recebeu um teatro portátil.

Quem confirma a informação é a diretora da Divisão de Ação Cultural da Secretaria Municipal de Cultura, Susana Nogueira Libório Godoy. Segundo ela, a pasta costuma firmar parcerias com grupos que tenham seus projetos patrocinados pelo Programa de Ação Cultural (Proac), vinculado ao governo do Estado de São Paulo. Esse é o caso do teatro portátil.

"Assim que recebemos a proposta, já demonstramos interesse em receber essa companhia de teatro, que é uma referência no País", comenta. Susana acrescenta, ainda, que a ideia era descentralizar as atrações culturais do município. Por isso, a peça foi apresentada em uma praça do Jardim Redentor.

Responsável pela direção de produção da Pia Fraus, Aldo Andreeto Júnior explica que a criação de um teatro portátil está ligada à essência da companhia. "A Pia Fraus é um grupo que vai ao público, não necessariamente dentro de um teatro. Provavelmente, esse bairro está a 10 quilômetros do teatro mais próximo. Esse é o diferencial", argumenta.

PÚBLICO

A fisioterapeuta Sabrina Breslau, de 38 anos, levou a filha Betina, de 5, para assistir à peça. As duas saíram do Jardim Europa rumo ao Redentor. "É a primeira vez que venho para essa região da cidade. Por isso, acredito que seja de extrema importância descentralizar a cultura", defende.

Já o aposentado Adenir Justo, de 63 anos, vive no Jardim Redentor e levou a neta, a pequena Ana Lívia, de apenas 2, ao teatro portátil. "Não é sempre que o bairro abriga esse tipo de atração, logo, os moradores têm de aproveitar cada oportunidade", observa.

Por sua vez, a professora de balé Michele Aparecida Nicola Alves, de 35 anos, acompanhava a filha Marília, de 2. "O que mais me chamou a atenção foi a descentralização da cultura, algo extremamente importante para que o maior número de pessoas, de fato, tenha acesso", finaliza.

A PEÇA

A partir da vida de uma árvore centenária, em meio a uma floresta brasileira, o grupo teatral Pia Fraus busca trazer uma reflexão sobre o processo de urbanização do País. Com uma linguagem lúdica e intimista, os atores Jucie Batista e André Zeronian manipulam bonecos e maquetes. "A última árvore" acaba presenciando a chegada do homem e a consequente destruição da floresta. A proposta é conscientizar o público sobre a importância da preservação ambiental e mostrar que a solução está nas mãos das crianças.

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