| Malavolta Jr. |
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| Fernando Benjamin defende diagnóstico minucioso das finanças |
Um orçamento familiar bem feito começa com um diagnóstico minucioso das contas mensais. Embora pareça chato, é algo fundamental para saber quais são as despesas que "pesam" no bolso e, se possível, cortar os gastos desnecessários.
Consultor empresarial e diretor executivo do Grupo Benjamin - que trabalha com reestruturação de empresas e planejamento financeiro pessoal -, Fernando Benjamin alega que controlar as despesas dentro de casa é dever de toda a família. "Uma reunião com a família para a conscientização dos gastos é a base para o sucesso na redução de despesas", defende.
Segundo ele, normalmente, os "vilões" de gastos são os banhos demorados, as luzes acesas desnecessariamente, o ferro de passar roupas, o aquecedor elétrico, o freezer, o condicionador de ar, os fornos elétricos, ou seja, todos os aparelhos que consomem muita energia.
Não existe uma formula infalível ou um modelo perfeito para saber qual é a melhor forma de cada um gastar o seu dinheiro, porque a estrutura orçamentária familiar é diferente de casa para casa. "Alguns possuem um ou mais carros, fazem as refeições fora de casa, têm filhos, escola, transporte, planos de saúde, diversão, entre outros itens", acrescenta.
Mesmo assim, é importante criar um ponto de referência. Benjamin frisa que as despesas devem ser divididas por categorias e subcategorias. Além disso, o indicado é que, do total do rendimento mensal, 90% seja distribuído para pagar as despesas e o restante, para a poupança.
"Uma sugestão para conseguir fazer a distribuição ideal de seu orçamento familiar, na qual está prevista a parte destinada à poupança, é saber para onde estão indo os gastos e, a partir daí, iniciar o processo de racionalização, com o corte de custos e o controle de despesas", aconselha.
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Para tanto, é necessário fazer uma planilha de controle de entrada e saída do dinheiro (veja ilustração). Por exemplo, de uma receita total de R$ 3,5 mil mensais, é possível destinar até R$ 380,00 à poupança.
"Não é preciso ser um grande matemático para aprender a controlar as finanças da família. O cálculo é simples: somar o quanto você ganha e subtrair, deste valor, o quanto gasta. Assim, você descobre se desembolsa mais do que ganha (sinal vermelho e risco de dívidas) ou se sua renda supera as despesas (ótimo momento para poupar e investir)", explica.
SEM DÍVIDAS
O consultor argumenta que fazer o planejamento financeiro com antecedência é a melhor forma para fugir das dívidas. "As contas mais pesadas são as de janeiro, portanto, é importante fazer o orçamento desde já", pontua.
No caso de pessoas já endividadas - com cartão de crédito e cheque especial -, o consultor aconselha que procurem suas respectivas agências bancárias e adquiram um empréstimo como capital de giro. "Nesse caso, os juros variam de 2% a 4% ao mês. Já os juros do cartão de crédito chegam a 435% ao ano, ou seja, as pessoas acabam pagando o dobro do valor real de suas dívidas", observa.
Outra opção, segundo Benjamin, consiste em criar uma renda paralela, como vender cosméticos, por exemplo. "Além disso, se tiverem algum bem de valor, podem vendê-lo. O importante é não acumular dívidas", finaliza.

