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Viagem ao Azerbaijão à custa do povo!

Rafael Moia Filho
| Tempo de leitura: 2 min

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), número 1 na sucessão do presidente Michel Temer, imitando seu chefe, resolveu viajar de forma oficial com alguns deputados (comitiva) para a distante República do Azerbaijão. O problema é que a viagem será custeada com nosso dinheiro. Além do mais, a viagem não será nenhuma oportunidade para trazer ao nosso país quaisquer negócios, assinaturas de contratos ou parcerias comerciais.

A viagem é uma daquelas famosas farras com nossos recursos que ele e seu chefe querem congelar com a PEC 241. Se não tem dinheiro, por que viajar sem motivo? É muito fácil congelar recursos da educação, saúde e segurança pública do que segurar o ímpeto destes sanguessugas no afã de torrar dinheiro do erário. O Azerbaijão é uma república dissidente da antiga URSS, e está comemorando 25 anos de sua independência. Sua capital é Baku, sua população aproximada é de 9,5 milhões de pessoas, que falam o idioma Azeri. Sua economia está baseada na extração de petróleo, uma das mais antigas do mundo e na agricultura.

Mesmo sem querer entender a opção da comitiva da gastança pelo passeio ao Azerbaijão, ficaria feliz em entender a lógica desta viagem, ou seja, antes das eleições não houve expediente na Câmara por conta das visitas dos deputados às suas bases eleitorais. Agora, após as eleições, visitas e passeios internacionais daqueles que deveriam das exemplos de austeridade ao país.

O Azerbaijão conta com uma embaixada brasileira, inaugurada na gestão de Dilma Rousseff em 2012, porém, as relações comerciais são tênues e não representam muito para a economia de ambos os países. Um motivo a mais para questionarmos o interesses repentino de Rodrigo Maia neste passeio com nossos recursos.

Fácil governar o Brasil discursando sobre congelamento de despesas, mas torrando o erário ao mesmo tempo. Fácil querer arrochar o tempo de serviço para aposentadoria do povo, que trabalha e ao mesmo tempo manter todos os privilégios possíveis aos políticos, desembargadores e outros que se aposentam como verdadeiros marajás do serviço público nacional.

Na verdade, acredito que a viagem seja uma parte do pagamento (agradecimento) aos "fiéis" deputados que aprovaram o impeachment e a PEC 241. Eles estão mostrando que o país mudou depois do impeachment. Que beleza, que orgulho!

 

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