Regional

Câmara Ubirajara veta suspensão de vale e abono

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Divulgação
Populares lotaram a Câmara de Ubirajara para acompanhar votação dos projetos que suspendiam vale-alimentação e abono

A Câmara de Ubirajara (83 quilômetros de Bauru) rejeitou proposta do Executivo de suspender os pagamentos do vale-alimentação e abono salarial para os servidores que recebem até R$ 1.050,00. Quatro vereadores que fazem parte da base governista faltaram à sessão, que foi acompanhada por cerca de 200 pessoas, a maioria funcionários públicos.

Conforme divulgado pelo JC, logo após as eleições, o prefeito Walmir Bordim (DEM), que não conseguiu se reeleger, publicou decreto suspendendo até o fim do ano o pagamento do vale-alimentação de R$ 250,00 e do abono de R$ 200,00 para servidores que ganham até R$ 1.050,00 (para os professores, o valor do abono é de R$ 250,00).

Os vereadores Sidiney Álvaro Vantin, Célio Ferrari Rodrigues, Vanderlice Ramos de Siqueira Alvares e Cleiriane Bueno Hilário comunicaram o Ministério Público (MP) sobre o corte dos benefícios e a Promotoria recomendou ao chefe do Executivo que revogasse os decretos e enviasse projeto de lei à Câmara pedindo autorização para as suspensões.

Bordim acatou a recomendação e solicitou ao presidente da Casa a convocação de sessão extraordinária para apreciação dos projetos em regime de urgência. Para justificar a medida, ele alegou que o repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) caiu R$ 400 mil e que os gastos com salários ultrapassaram o limite de 54% do orçamento.

AUSÊNCIA

Apesar das alegações do prefeito, na segunda-feira (7), cinco vereadores rejeitaram suspender os benefícios (além dos autores da representação ao MP, Oscar Hilário da Silva também votou contra). Já os quatro parlamentares da base governista (Claudemir Jacinto Siqueira, Manoel dos Santos, Dorival Pedro Tavares e Alcione Gomes Briquezi) faltaram à sessão.

Vantin, um dos contrários, explicou que não poderia concordar com os cortes. “Esse vale alimentação foi dado no ano passado como se fosse um reajuste, um aumento para o pessoal que ganha menos. E o abono foi dado para este ano. Acho injusto que o pessoal perca isso. Eles lutaram para ganhar. Tem funcionário aqui que ganha um salário mínimo”, conta.

“Hoje (nessa quarta-9), protocolei requerimento para o prefeito pedindo que sejam pagos dois vales atrasados, de junho e setembro”, diz. A reportagem telefonou na prefeitura, mas nenhum responsável foi encontrado para falar sobre o assunto. O JC também telefonou para o celular do prefeito e deixou recado na caixa postal, mas ele não atendeu e nem retornou as ligações.

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