| Malavolta Jr. |
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| Garrafas de bebidas sempre amanhecem pelas arquibancadas do Sambódromo |
Garrafas de bebidas espalhadas pelas arquibancadas do Sambódromo, na região do Núcleo Geisel, em Bauru. Embora o Carnaval ainda esteja distante, o local abriga “baladas” clandestinas diárias após as 23h, fato que incomoda os moradores da avenida dos Abacateiros, localizada na lateral do espaço.
A aposentada Maria de Lourdes Lima da Silva, de 76 anos, denuncia que tanto Sambódromo quanto as suas proximidades são palco de música alta, rachas entre motocicletas e uso de drogas. “Todo dia é dia. Tenho medo de ficar em casa à noite e, eventualmente, alguém entrar”, observa.
A operadora de caixa Patrícia Lopes, de 30 anos, vive com sua mãe, a aposentada Aparecida Lea Fernandes, de 70, na avenida dos Abacateiros, ao lado do Sambódromo. “Tem todo dia, porém, de quinta a domingo, fica insuportável. O pessoal fica por lá até amanhecer. Nesses dias, não conseguimos dormir à noite”.
Já o motorista Antonio Tardivo, de 66 anos, mora no bairro e chega a desviar do Sambódromo quando volta de viagem durante a madrugada. “Essa algazarra existe há aproximadamente nove anos. Contudo, nos últimos dias, está pior. Tenho medo de passar em frente e sofrer algum tipo de violência”, acrescenta.
CIENTE DO PROBLEMA
Questionado sobre o assunto, o titular da Secretaria Municipal de Cultura, Elson Reis, alega que já está ciente do problema dentro do Sambódromo, mas destaca que qualquer tipo de abuso não parte daqueles eventos que são autorizados pela prefeitura.
Reis reconhece que a vigilância do município é deficiente, já que há muitos prédios públicos para pouco efetivo. “Procuramos colocar cadeado nos portões, mas o pessoal depreda e, mesmo assim, entra no local”, argumenta.
Agora, o secretário pretende conversar com a Polícia Militar (PM) para ver o que pode ser feito para evitar o problema. “Precisamos verificar por onde essas pessoas estão entrando e restringir o acesso”, defende.
Trabalho conjunto
Comandante do 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4.º BPM-I), o tenente-coronel Flávio Jun Kitazume já está ciente do problema. Entretanto, pontua que o problema tem de ser resolvido através de um trabalho conjunto entre a instituição e a Prefeitura de Bauru. “Não é algo que será resolvido de uma hora para outra, só ligando no 190. O Sambódromo é bastante extenso e fica aberto ao público. Já estamos conversando com o município, que tem de fazer algo para impedir o acesso”, pontua.
