Tribuna do Leitor

Ataque à instituição familiar

Ivan Garcia Goffi
| Tempo de leitura: 2 min

Uma das marcas registradas mais pérfidas - e eficientes - dos movimentos de esquerda é a vitimização e fracionamento da sociedade. Por conta da propaganda massiva usada pelo governo petista, jogou-se negros contra brancos, gays contra héteros, pobres contra ricos, analfabetos contra letrados, índios contra fazendeiros, e por aí seguia numa divisão insensata da sociedade como se não fóssemos uma única nação, mas um amontoado de tribos digladiando por seus quadrados sobrepostos.


Nessa linha intransigente, passou-se à segunda fase do esfacelamento da sociedade: os ataques de pequenos grupos sob qualquer bandeira, autorizando-os a promover quebra-quebras e fechamentos de ruas e estabelecimentos, que seriam tratadas como “movimentos sociais” de atuação impune.


Em voga, temos essa palhaçada das ocupações de escolas de ensino médio. O atual sistema educacional interessa apenas ao estrume ideológico da esquerda, cujo maior fetiche foi o de colocar, nas universidades, gente que mal sabia as operações elementares da matemática ou conhecia o próprio idioma.


Durante treze anos, vimos o nível escolar despencar ano após ano nos rankings do PISA (internacional) e IDEB (brasileiro), reproduzindo como resposta automática o argumento de “estamos investindo bilhões”, dinheiro esse que, bem sabemos, acabou por pagar campanhas do PT e enriquecer políticos e empresários nos eternos canteiros de obras e serviços inacabados. É a idiotia gerando dividendos, principalmente porque cada vez mais o estudante brasileiro aproxima-se da parvoíce que cala uma sociedade culta. O que faz a esquerda tremer não é a elite financeira; é a intelectual. E é essa que ela combate com o ensino deficiente.


A esquerda implantou uma total inversão de valores e obrigações no Brasil. Basta juntar três patetas que já se acham no direito de fechar ruas e estabelecimentos para exigir que o poder público atenda a reivindicação dessa minoria. Sem procuração de nada ou ninguém, falam como se estivessem representando a nação. Não pode!


O que estão fazendo com o país é um ataque à instituição familiar. Em se tratando de menores de idade, os pais deveriam estar sendo representados por abandono de incapaz, além de responsabilizar-se criminalmente os diretores e professores da escola por permitirem que menores passem a noite sem a tutela do pátrio poder. Onde está o Ministério Público da Infância e Juventude?


Por outro lado, essa horda doentia de professores com viés socialista, que infesta o ensino, é a grande mácula a ser curada na educação. Estes, além de “deseducarem”, ainda fomentam a discórdia e subversão às regras.


No passado, os mentores ideológicos do comunismo usaram estudantes idiotizados de faculdade para servir de aríete contra o poder de polícia do estado.


Atualmente, no auge do desespero, partem para o ato mais covarde, tragando menores para essa lavagem cerebral. Dê-se ocupação para os desocupados nas instituições correcionais que o país avança. Simples assim.

Comentários

Comentários