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Genter Vôlei Bauru é superado pelo atual campeão da Superliga

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 4 min

Aceituno Jr.
Central Angélica, do Genter, em disputa na rede com levantadora Monique Pavão, do Rio, nessa sexta-feira (11)

Não deu para repetir o feito da temporada passada. Se em 2015 o Bauru surpreendeu ao derrotar o Rio de Janeiro no ginásio Panela de Pressão, nessa sexta-feira (11) à noite prevaleceu a força da equipe carioca, atual tetracampeã da Superliga, que venceu o Genter/Bauru por 3 sets a 1 (25-18, 22-25, 25-19 e 25-17), em pouco mais de 1h40 de partida. O público praticamente lotou o ginásio, com quase 2 mil pessoas presentes.

O time bauruense agora tem uma vitória (contra o Minas, na estreia), e duas derrotas (Praia Clube e Rio de Janeiro) na Superliga 2016/17. O próximo jogo será na sexta-feira, diante do Valinhos, fora de casa, e depois Bauru recebe Fluminense e São Caetano no Panela. Já o Rio soma três vitórias e segue invicto no torneio.

IGUAL

Bauru começou a partida com Juma, Mari Cassemiro, Thaisinha, Rivera, Valquíria, Angélica e Brenda. O jogo teve muito equilíbrio, sem que nenhum dos times conseguisse abrir vantagem. Contando com bolas de Mari Cassemiro, Rivera e Thaisinha nas pontas e de Valquíria pelo corredor central, Bauru manteve o placar próximo ao do Rio. Mas no fim do set, as visitantes acertaram o bloqueio e fecharam a parcial em ace de Gabi, 25 a 18, em 22 minutos.

No segundo set, o Genter/Bauru foi melhor desde o começo. Com Rivera e Thaisinha pontuando e o Rio cometendo alguns erros de saque e de ataque, a diferença foi se dilatando, chegando a 16 a 8 a favor da equipe da casa. O Rio ameaçou encostar, mas Bauru teve seu melhor momento na noite, com direito a bolas de segunda de Juma, cravadas certeiras de Angélica e Valquíria, levantando a torcida, que empurrou o time à vitória na parcial, que terminou com 25 a 22, com ataque de Thaisinha fechando o set, em 28 minutos.

O Rio tratou de se impor novamente logo no início do terceiro set. Abriu logo 8 a 2, e exigiu que o técnico Marcos Kwiek parasse o jogo. Bauru até melhorou, mas Gabi e Juciely encaixaram bolas importantes. Rivera errou no último lance e as cariocas ganharam por 25 a 19, em 24 minutos. No quarto set, o Rio novamente mostrou-se superior desde o começo. Bauru errava nos saques e desperdiçava ataques, mandando a bola para fora.

ESTREIA

Quando o placar apontava 16 a 11 para o Rio, a ponteira Mari fez sua aguardada estreia pelo Bauru, sendo muito aplaudida pelo público, mesmo sem conseguir pontuar. “Estou voltando depois de seis meses sem jogar, preciso estar no meu ritmo sem atrapalhar a preparação da equipe, por isso vou entrar aos poucos até estar bem”, disse. Mesmo com a campeã olímpica de 2008 em quadra, Bauru não reagiu e o Rio fechou o jogo quando Angélica sacou para fora, fazendo 25 a 17 na parcial, em 22 minutos, e 3 a 1 no jogo.

Para melhorar

O técnico Marcos Kwiek pede mais consistência ao time. “Nós podemos melhorar e t+emos que melhorar. Jogamos contra um time muito qualificado, hoje (ontem) foi a primeira vez que a Rivera começou jogando. Nosso time ainda está oscilando, típico de um time em formação, mas não temos tempo a perder, precisamos atingir essa regularidade porque todos os jogos são decisivos. Sabíamos que teríamos jogos muito duros nas três rodadas iniciais, contra Minas, Praia Clube e Rio de Janeiro, os favoritos para a Superliga, junto com Osasco”, avaliou. 

“Agora temos uma sequência de confrontos mais diretos, que é perigosa, porque temos que estar bem. Nosso saque está bom, o passe também, mas outros pontos vamos corrigir ainda. Mas não podemos colocar uma pressão que nos atrapalhe nas próximas rodadas”, completou. A levantadora Juma também acredita na recuperação. “Temos que treinar bem e recuperar o resultado”, resumiu.

'Crescer'

A líbero Fabi, do Rio, ganhou o Troféu Viva Vôlei (melhor em quadra) e gostou do desempenho de sua equipe. “Os times ainda estão buscando sua melhor formação. Ano passado jogamos abaixo do que poderíamos e Bauru foi muito bem. Esse ano nos concentramos muito e suportamos bem a pressão. Nessas três primeiras rodadas foi nosso jogo mais difícil, e Bauru vai crescer na Superliga”, acredita a jogadora bicampeã olímpica com o Brasil.

O técnico Bernardinho também saiu satisfeito. “No segundo set, cometemos erros em excesso, oito erros não forçados. No final, quase revertemos, mas o principal é ganhar consistência, e melhorar o ataque, tirar essa oscilação de início de temporada. O importante era a vitória. Ano passado sofremos mais e saímos sem vencer e isso ficou na cabeça das meninas”, lembrou. “Em casa, Bauru vai perder poucos pontos, então ganhar aqui pode ajudar a gente”, concluiu.

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