Regional

Jaú anuncia ações para conter gastos

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Aurélio Alonso
A partir da próxima segunda-feira (21), o atendimento ao público na Prefeitura de Jaú das 7h30 às 13h30

A Prefeitura de Jaú (47 quilômetros de Bauru) anunciou um pacote de ações de contenção de gastos com o objetivo de adequar as despesas às projeções de receita para este final de ano. Além da redução do horário de expediente dos setores administrativos, o prefeito Rafael Agostini (PSB) suspendeu por tempo indeterminado as obras executadas com recursos do município.

De acordo com decreto publicado na última edição do Jornal Oficial de Jaú, a partir da próxima segunda-feira (21), todos os servidores municipais que exercem funções administrativas no governo, inclusive os comissionados, passarão a cumprir carga horária de seis horas diárias, das 7h30 às 13h30, com intervalo de 15 minutos. Hoje, a carga horária é de oito horas diárias.

Segundo o documento, o horário reduzido não se aplicará a serviços considerados essenciais e de interesse público, como Assistência Social, Educação, Limpeza Urbana, Saúde e Conselho Tutelar. Nessa quarta-feira (16), porém, a administração informou que a Farmácia Central Municipal João José Moya, localizada na rua Quintino Bocaiuva, 233, Centro, também irá funcionar das 7h30 às 13h30. A unidade distribui à população os medicamentos disponíveis na rede municipal e os medicamentos de saúde mental. “As farmácias em cada unidade de saúde, como também as próprias unidades, permanecem funcionando normalmente”, esclareceu a prefeitura.

Suspensas

O Executivo também suspendeu todas as despesas de investimento, com exceção das decorrentes de convênios firmados com outras esferas de governo, e obras que estejam sendo executadas com recursos próprios. De acordo com o município, novas obras não serão iniciadas, a não ser aquelas emergenciais ou necessárias ao bom funcionamento dos serviços e prédios públicos.

As medidas saneadoras incluem, ainda, maior controle sobre cópias de documentos e ligações interurbanas e para celular feitas de telefones fixos e suspensões de compras, de novas assinaturas de jornais, de ajuda a eventos particulares e de novos contratos de locação de imóveis para instalação de órgãos públicos. A prefeitura também irá restringir homenagens, solenidades e eventos culturais.

Em nota, a Secretaria de Governo explicou que a queda na arrecadação e a obrigatoriedade do fechamento das contas em razão do término do mandato obrigaram o governo a diminuir os investimentos e despesas. Já a Secretaria de Projetos informou que, no caso das obras, “houve uma diminuição do ritmo, mas sem paralisação”.

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