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Projeto prevê que médicos acompanhem idosos após a alta


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Com o intuito de promover a reintegração de idosos considerados frágeis junto à comunidade e dar mais qualidade de vida a eles, os médicos residentes do Hospital Estadual de Bauru (HEB) deverão passar a visitar esse público nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), provavelmente, a partir de 2017.

A pneumologista Deborah Maciel Cavalcanti Rosa, que é diretora executiva do Estadual e trabalha junto ao Departamento de Planejamento, Avaliação e Controle da Secretaria Municipal de Saúde, explica que a ideia partiu de um trabalho final da especialização em "Preceptoria em Residência Médica do SUS", do qual ela participou, em 2015.

Deborah acrescenta que o curso de pós-graduação foi promovida em uma parceria entre o Instituto Sírio-Libanês e a Secretaria Municipal de Saúde.

A ideia surgiu de um problema central: a dificuldade de integração entre a saúde municipal - que trabalha com a atenção básica e a emergência - e a estadual - voltada à internação hospitalar. "Na maioria das vezes, quando os pacientes têm alta do hospital, não conseguimos acompanhar se os tratamentos propostos estão, de fato, sendo executados, o que pode levar à reinternação".

Além disso, quando o tratamento não é seguido, o idoso fica mais fragilizado e dificilmente retoma sua vida. Daí o objetivo do projeto de reintegrá-los à comunidade;

A médica revela, ainda, que a proposta é fazer com que os residentes do Estadual visitem as UBS. "Assim, eles aprenderão um pouco sobre a rede básica, uma vez que os cursos de medicina são voltados, essencialmente, à atenção hospitalar", frisa.

Além disso, o objetivo é estabelecer um projeto terapêutico singular, que mescla a ação dos médicos com a dos psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e assistentes sociais. 

FRÁGEIS

Deborah explica que, inicialmente, o objetivo é trabalhar com idosos considerados frágeis, ou seja, aqueles que têm a capacidade reduzida de se adaptarem ao estresse e ficam mais propensos às internações, porém, possuem independência parcial para realizarem atividades como comer, tomar banho ou se trocar. 

Titular da Secretaria Municipal de Saúde da próxima gestão, José Eduardo Fogolin considera a iniciativa interessante e importante. "Pretendo conversar com o atual secretário de Saúde para avaliar todos os projetos. Se eu já tomar ciência neste ano, não vejo problema algum em dar seguimento à proposta, desde que haja retorno para a comunidade", finaliza.

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