Tribuna do Leitor

Bauruenses foram abduzidos?

Andreia Almeida Ortolani - Arquiteta e Urbanista
| Tempo de leitura: 2 min

Segundo reportagem do Jornal da Cidade de Bauru de algumas semanas atrás, somos 369.368 moradores no dia de 1 de julho, informações fornecidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas o que é abduzido é a pessoa que foi sequestrada ou raptada por alienígenas (ETs). Na contagem do IBGE são desconsiderados os estudantes de outras cidades, flutuantes de outros municípios vizinhos e talvez quem sabe os que foram abduzidos?

Pois a sensação que temos é que a cidade está cada vez mais populosa. Oremos para que os ETs devolvam nossos bauruenses que foram abduzidos, para que os mesmos possam ser contabilizados na recontagem do censo dia de 1 de julho de 2017. Mas, para quê?

Evidentemente que isso irá fazer falta para nós que moramos aqui na cidade, pois bom exemplo disso são os critérios para a repartição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que tem como base a contagem da população. Se há um aumento de pessoas, vêm mais recursos, e se diminuir, automaticamente diminuem os recursos.

Esses critérios também são utilizados para quaisquer recursos recebidos nas esferas Estadual e Federal. Então, como fiscalizar o IBGE, com seus tais setores censitários? Recordando: quando foi aprovada a Lei 6.734, em 2015, pela Câmara Municipal de Bauru, entre outros elementos de disciplinamento de Planejamento Urbano, como os seus limites compatibilizados com o IBGE, de acordo com os setores censitários (áreas do município definidas por este órgão com o intuito de organizar censos e pesquisas sobre o território municipal de Bauru). Relatados os fatos, vamos à sua análise. Em primeiro lugar, a Lei 6.734/2015 de fato merece ser melhor tratada pela cidade, pois até quando vamos crescer menos que outros municípios vizinhos como Botucatu (1,11%) e Jaú (1,08%), por exemplo? Analisando esses ETs, eles sim deveriam ter abduzido o Plano Diretor Participativo, que por sinal já esta ultrapassado, em sequência a Lei 2339 de 1982 - Zoneamento ultrapassado durante décadas, a Secretaria de Planejamento, os processo de aprovações, e vou um pouco além: os Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) fossem melhor aproveitados para servir diagnóstico para as futuras revisões de planejamento urbano e não meramente para cumprir tabela. Senhores (a) ETs, por favor, devolvam a nós moradores da cidade de Bauru tudo isso revisado, atualizado, uma nova Secretaria de Planejamento com seus processos totalmente informatizados, além de tudo um Instituto de Planejamento funcionando.

Agora, o que é extremamente estranho e incomum e de se assustar é levarem justamente os nossos habitantes. É importante destacar que isso fará falta para nós, moradores de Bauru, no futuro não muito distante.

 

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