| Divulgação |
![]() |
| Tobias (ao centro da mesa) presidiu encontro estadual do PSDB neste fim de semana |
Conduzido pelo deputado Pedro Tobias, que preside o PSDB em São Paulo, encontro que reuniu grande parte dos 169 prefeitos, 105 vices e 1.023 vereadores eleitos no estado, neste final de semana, marcou também o ensaio do lançamento do governador Geraldo Alckmin ao posto de presidenciável, na corrida para a sucessão de Michel Temer, em 2018.
Tobias, que já havia demonstrado entusiasmo com a possibilidade, pediu para que cada prefeito presente seja o principal cabo eleitoral de Alckmin em seus municípios. "Ele é o meu candidato a presidente. O mais preparado e o mais ético", discursou.
O nome do governador também foi defendido por João Dória, eleito para governar a Capital de São Paulo a partir de 2018, que, reiterou, contudo, a sinalização de que a definição se dará por meio de prévia.
Virtual adversário de Alckmin para concorrer à presidência pelo PSDB, o presidente nacional da legenda e senador por Minas Gerais, Aécio Neves, não compareceu ao encontro, embora sua participação tivesse sido anunciada.
Deram peso ao ato, contudo, os ministros tucanos José Serra (Relações Exteriores), Alexandre de Moraes (Justiça) e Bruno Araújo (Cidades), bem como os senadores paulistas Aloysio Nunes e José Aníbal.
IMAGEM
Discursando em um púlpito coberto pela bandeira brasileira, Alckmin não falou sobre a sucessão de 2018, mas frisou a necessidade de que a militância e as lideranças do PSDB afastem o estigma que recai sobre a legenda.
"Qual é o telhado de vidro do PSDB? Elitista. O partido das elites. Nossas adversários reforçam isso 24 horas. Só venceremos isso junto com o povo, trabalhando com o povo e pelo povo", pregou o governador.
ADVERSIDADES
Alckmin parabenizou os eleitos e reiterou que nunca havia assistido a um processo eleitoral tão difícil, em decorrência da crise e do que chamou de "mau humor" da população. "Fomos escolhidos para enfrentar a maior recessão da história do Brasil, mas as lideranças se forjam na adversidade".
Tobias, por sua vez, destacou que o trabalho e o compromisso com a população devem ser as duas principais bandeiras dos gestores e legisladores. "Não podemos prometer tudo durante a campanha e depois esquecer. Precisamos falar a verdade. As pessoas sabem que as coisas estão difíceis".
O deputado citou que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) recebeu o País quebrado, mas o consertou em oito anos. "Nós vamos corrigir o rumo do Brasil de novo".
