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Temer pede apoio a empresários, que cobram pressa em reformas


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Brasília - O presidente Michel Temer pediu apoio a empresários e sindicalistas para aprovar a reforma da Previdência e ajuda ao governo para tirar o Brasil da crise. Em resposta, representantes do setor privado pediram celeridade à equipe de Temer para adotar medidas que garantam a retomada do crescimento.

"Começo pelo tópico da comunicação, que realmente é fundamental, mas uma das coisas é que os senhores se comuniquem pelo governo. Os senhores podem divulgar o que está acontecendo no Brasil de maneira positiva."

Os pedidos foram feitos na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, que reúne empresários, sindicalistas e representantes da sociedade para discutir medidas e temas para o Brasil. Foi o primeiro Conselhão de Temer desde que assumiu o governo, em maio.

Em discurso, o peemedebista criticou o que chamou de "contabilidade criativa" da gestão Dilma Rousseff e ressaltou que só será possível fazer o País crescer se o "ilusionismo" for substituído pela "lucidez". Segundo ele, a "gigantesca crise" é resultado da tentativa de "disfarçar a realidade".

Depois, pediu apoio para a aprovação do teto dos gastos públicos, que deve ser votado neste mês e em dezembro pelo Senado, e para a reforma previdenciária. Ele reconheceu que as mudanças na aposentadoria causam "muita angústia", mas prometeu reforma ampla e que será debatida com a sociedade civil.

Segundo ele, a iniciativa será enviada ao Congresso até o fim do ano e o ajuste fiscal só poderá ser feito efetivamente com a aprovação de mudanças nas atuais regras. Para ele, sem a reforma previdenciária, seria preciso "fechar as portas do País para balanço".

"Se nós não tivermos coragem para fazer isso, não vale a pena estarmos aqui."

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, também pediu aos empresários ajuda para o governo "realmente mudar o rumo" da economia. Segundo ele, "serão necessárias medidas adicionais" para que o país saia da recessão, mas ele não especificou quais.

PRESSA

Os integrantes do Conselhão elogiaram a fala do presidente, dizendo que o governo está no rumo certo ao buscar reequilibrar as contas públicas, mas pediram pressa para adotar medidas que destravem a economia.

"O governo está na direção correta, mas é preciso ter cuidado com o tempo das medidas", afirmou o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, para quem já existem as "condições estruturais" para uma queda da taxa de juros.

Na mesma linha, o presidente do Itaú, Roberto Setubal, elogiou o governo por restabelecer a confiança no país, mas afirmou que "precisamos retomar o desenvolvimento", porque só assim "seremos capazes de solucionar os nossos problemas".

A economista Zeina Latif também cobrou "celeridade" do governo federal nas medidas para destravar o crescimento e garantir o ajuste fiscal.

 

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