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| Localizada no Distrito de Tibiriçá, miniusina começou a ser reformada em 2011 |
Localizada no Distrito de Tibiriçá, a miniusina de processamento de leite e derivados que está sendo estruturada pela prefeitura de Bauru não tem data para começar a operar. Há cinco anos, o prédio começou a ser reformado e está quase totalmente equipado, mas, agora, paira a indefinição sobre como colocar o espaço em funcionamento.
A Associação dos Produtores Rurais Ouro Branco (Aprob), que pode ser diretamente beneficiada com a iniciativa, ainda vê com descrença as chances de início da operação no curto prazo (leia mais abaixo). Na semana passada, a prefeitura abriu licitação para aquisição de um tanque de resfriamento com capacidade de 2 mil litros, para armazenamento do leite pasteurizado pela usina.
Segundo o diretor do Departamento de Agricultura da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Sagra), João Carlos Benício, este era o último item que faltava para equipar o espaço, que deve receber, em breve, a licença de operação emitida pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb).
"Já obtivemos as licenças prévia e de instalação e, ontem (anteontem), técnicos fizeram uma vistoria no local para esta última licença que falta. Acreditamos que ela seja publicada no Diário Oficial já na semana que vem", pontua.
INDEFINIÇÕES
Cumprida esta etapa, conforme Benício, a usina já estaria apta a começar a operar. Mas, para tanto, ainda faltarão definições do poder público municipal, entre outros aspectos, sobre quem serão os funcionários que trabalharão no local e quem irá gerir a usina, bem como quem serão os fornecedores de leite e os compradores do produto no final.
"A produção implica na coleta, no processamento e na venda do leite. Estas duas pontas ainda precisam ser determinadas. Hoje, os produtores fornecem leite para as usinas da região. É preciso reconversar para ver qual seria o interesse e envolvimento destes produtores hoje, para que não haja descontinuidade na operação", detalha.
O diretor estima que, de início, seria necessária a contratação de um zootecnista e três funcionários para operar as máquinas. Ele revela que a miniusina tem capacidade para processar 6 mil litros de leite por dia e a intenção é que parte deste volume possa ser destinado à merenda escolar de escolas municipais e estaduais de Bauru, que é custeada pela prefeitura.
"Se isso ocorrer, teremos maior estabilidade para o funcionamento da usina. Outro aspecto que ainda não está definido é sobre quem irá operar a usina: se será o poder público sozinho ou em parceria com os produtores", completa Benício.
Associação de produtores continua descrente
A miniusina de leite está instalada em uma área que pertence ao governo do Estado, com concessão de uso por tempo indeterminado pela Sagra. O prédio, preexistente, começou a ser reformado em 2011 e, desde então, segundo João Carlos Benício, a secretaria enfrentou diversas dificuldades para conseguir fazer com que os equipamentos adquiridos fossem entregues pelas empresas contratadas.
"Ao longo deste tempo, tivemos de equalizar as questões legais e de tempo para obter a autorização de funcionamento", resume. De acordo com o diretor, a usina já está equipada para fabricar também doce de leite e iogurte, mas, inicialmente, a intenção é conseguir produzir de maneira permanente ao menos leite pasteurizado.
Devido à demora de cinco anos para superar todos os entraves burocráticos para a conclusão da infraestrutura e documentação do estabelecimento, a Aprob assumiu posicionamento descrente diante dos prazos prometidos - e não cumpridos - para que finalmente o espaço pudesse ser inaugurado. A falta de expectativas, diz o tesoureiro da entidade, José Luiz Bessa Pereira Leite, é alimentada pelo arrefecimento das discussões entre a associação e o poder público para implantação da iniciativa.
"A última reunião que tivemos sobre o assunto deve fazer uns dois anos. Ninguém sabe, sob o aspecto legal, como é que a implantação vai acontecer, como é que vai ser esta parceria. Ficou tudo muito vago e a expectativa dos produtores, hoje, é muito pequena", reclama, estimando que a região conta, atualmente, com cerca de 80 produtores de leite.
