Esportes

Gocil equilibra três quartos, mas cai de rendimento no final e perde para o Pinheiros

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 3 min

Caio Casagrande/Bauru Basket
Valtinho, do Gocil, passa pela marcação de Holloway, do Pinheiros, no ginásio Henrique Villaboim

Em jogo que teve três quartos equilibrados, o Gocil/Bauru perdeu, nessa quarta-feira (23) à noite, para o Pinheiros por 84 a 69, no ginásio Henrique Villaboim, em São Paulo, sofrendo sua terceira derrota em cinco confrontos na edição 2016/2017 do Novo Basquete Brasil (NBB) e encerrando um “tour” de três partidas consecutivas longe da torcida bauruense. O reencontro com seus torcedores ocorre na terça-feira, quando o Dragão entra em quadra, a partir das 20h, no ginásio Panela de Pressão, para encarar o Vasco, equipe que briga diretamente com Bauru por posições na tabela do Nacional (confira a classificação do NBB na página 11 da versão digital do JC).

As duas primeiras parciais do jogo de ontem foram muito equilibradas. No primeiro quarto, o Gocil saiu na frente, o Pinheiros chegou a empatar, mas os bauruenses seguiram firmes para ganhar por 23 a 21. No segundo quarto, o time da Capital conseguiu descontar um ponto da vantagem do Dragão. Mas Bauru foi para intervalo vencendo, 36 a 35.
O terceiro quarto seguiu equilibrado até os dois minutos finais, quando o Pinheiros conseguiu uma sequência de pontuação e abriu oito pontos de vantagem. O Gocil não conseguiu reagir no quarto final e acabou derrotado: 84 a 69.

O Dragão, mais uma vez, teve os desfalques dos alas Léo Meindl, Léo Eltink e Alex Garcia. Léo Eltink se recupera de lombalgia, Alex Garcia de ruptura ligamentar no dorso do pé direito e Léo Meindl de uma ruptura ligamentar no tornozelo direito.

“Foi um jogo muito equilibrado, mas o Pinheiros soube tomar melhores decisões no final e decidir a partida. Estamos em um momento de superação com nossos desfalques e o mais importante é sabermos que estamos evoluindo sempre com o apoio de nossa torcida que nos passa uma energia fundamental”, avaliou o técnico Demétrius Ferracciú, pela assessoria de imprensa do Gocil.

“Nossa equipe está sendo formada ainda e tivemos duas perdas importantes (Alex e Léo Meindl). Mas não tem desculpa, o time foi feito para ganhar. Temos muito a crescer e o que importa é lá na frente ser campeão”, acrescentou o armador Gegê, em entrevista à webrádio Jornada Esportiva/Auri-Verde.

Última tentativa

Um dia depois da Fiba Américas divulgar os grupos da Liga das Américas de 2017, o Gocil/Bauru ainda acredita, mesmo que de forma remota, na possibilidade de reversão do quadro de exclusão dos clubes brasileiros de competições internacionais, devido à punição da CBB. “Claro que saindo a tabela sem os brasileiros, é muito difícil mudar. Mas ainda tentaremos uma última conversa junto à Fiba, juntando forças com o Flamengo e o Mogi, se eles vencerem a Sul-Americana, e com o respaldo da Liga Nacional. É algo muito difícil de reverter, mas enquanto há alguma possibilidade temos que lutar pela vaga, conquistada em quadra”, reitera o gestor Vitor Jacob. Ficando fora do principal torneio continental, o prejuízo maior é na exposição da equipe.

“No aspecto financeiro não interfere tanto. Os clubes pagam uma taxa inicial de participação e depois a Fiba custeia as viagens. E o campeão tem um prêmio de 50 mil dólares. Os nossos patrocinadores estão com a gente mais pela exposição no Paulista e no NBB. De qualquer forma, você perde exposição de mídia e deixa de disputar um título muito importante atualmente”, relata. Na próxima semana, a CBB já deverá estar sob intervenção de uma comitiva do Ministério do Esporte, COB e Fiba, com o objetivo de sanear a entidade máxima do basquete brasileiro, a partir de 2017.

Comentários

Comentários