| Samantha Ciuffa |
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| Alfredo Neme Neto, Luiz Bombonato Filho, Cláudio Berriel Ricci, José Roberto Segalla e Eduardo Pegoraro, todos da da Assenag, revelaram preocupações com a condução das obras, nessa quarta (23) à tarde, no Café com Política do JC, e deverão checar e fiscalizar |
Os impasses e as dúvidas em torno das obras da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), que vêm sendo denunciados pelo Jornal da Cidade desde o início da construção, com maior ênfase desde a semana passada, chamaram a atenção da diretoria da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Bauru (Assenag). Profissionais da entidade sinalizam que vão se inteirar sobre o projeto, a condução e a fiscalização dos trabalhos.
O início dos diálogo se dará nesta quinta-feira (24), em reunião chamada pela Comissão de Obras da Câmara Municipal, para a qual foram convocadas representantes da Prefeitura de Bauru e do DAE. A Assenag foi oficiada e também participará da discussão.
Presidente da entidade, o engenheiro Luiz Bombonato Filho reitera que, apesar do estranhamento e da preocupação frente às notícias sobre a construção da ETE, o grupo vai se inteirar sob todos os aspectos antes de se posicionar formalmente ou emitir juízos de valor sobre os problemas tornados públicos até agora.
A maior insegurança, por enquanto, gira em torno das estacas raiz cravadas pela COM Engenharia, construtora responsável pela execução dos serviços. Até agora, 1.000 foram instaladas, o que equivale a metade do total.
O problema é que 80% dos ensaios de prova realizados - só depois que todas as primeiras estacas foram realizados - apontaram resultados insatisfatórios.
O secretário de Obras, Sidnei Rodrigues, reuniu-se com represantes da Arcadis Logos, responsável pelo projeto executivo, na última terça-feira, em São Paulo, onde a multinacional garantiu que as dimensões das estacas foram corretamente dimensionadas.
Acatando as sugestões da empresa, a prefeitura vai contratar novo teste (chamados de bit), que apontará se houve falhas na execução, por parte da COM, no momento da colocação das estacas, ou vícios nos ensaios que sugeriram os problemas, também providenciados pela construtora.
A iniciativa parece plausível, até porque Sidnei foi informado que essa “contraprova” não custa caro. O que preocupa, no entanto, é a decisão de retomar a instalação das outras 1 mil estacas mesmo antes da identificação dos problemas. Essa frente de serviços estava suspensa desde 25 de outubro.
PREOCUPAÇÃO
Os dirigentes da Assenag adiantam que a primeira interrogação referente à obra gira em torno do “timing” tardio e pequeno número dos ensaios de teste, como já havia, recentemente, apontado o engenheiro Eric Fabris ao Jornal da Cidade.
Os dirigentes da entidade pontuam que as normas técnicas apontam a necessidade de uma prova para cada 75 estacas cravadas. “Chamou minha atenção o que o secretário de Obras declarou em entrevista, que o quociente de segurança não foi atingido. Em engenharia, não se trabalha com o mínimo necessário”, diz Eduardo Pegoraro.
A Assenag também está decidida a entender qual tem sido o papel do consórcio formado pelas empresas SGS-Enger e JHE, contratado pelo DAE para fiscalizar e gerenciar as obras da estação.
