Tribuna do Leitor

Até o próximo apagão

Julio Cesar Marques - fotógrafo
| Tempo de leitura: 2 min

Após um TAC firmado entre a CPFL e o Ministério Público local e posterior manutenção, ficamos quase um ano sem problemas mais sérios com a falta de energia no bairro Real Village, em Piratininga. Atualmente, somente no mês de novembro, o bairro todo ficou sem energia por mais de 30 horas em apenas dois dias!

A manutenção mais ágil que temos é feita em, no mínimo, 12 horas após a queda de energia, isso quando ocorre em dias e horários úteis. Fizemos, com a ajuda de alguns moradores, um relatório detalhado sobre o problema enfrentado, onde constam, principalmente, a falta de poda de árvores próximas a rede elétrica e postes sem condições mínimas de uso, além de uma grande quantidade de lâmpadas queimadas em áreas com risco a segurança e a integridade dos moradores. Por exemplo, temos um poste bem na entrada do residencial que está completamente degradado e prestes a cair ao próximo vento mais forte, implicando risco de sérios acidentes em que até vidas podem ser perdidas.


Não conseguimos nos comunicar adequadamente com a empresa, pois por telefone é quase impossível e o site, misteriosamente, não gera protocolo de solicitação de serviço. Situações de risco de acidentes e a falta de manutenção, de áreas públicas e de preservação ambiental inclusive, foram comunicadas a algumas autoridades da cidade que não tomaram nenhuma medida plausível.


Será que novamente vai ter que virar moda criticar a empresa para que o poder público se manifeste? Relato o problema de um bairro, mas a cidade inteira sofre com o descaso e a manutenção pífia da empresa, que parece que presta serviços cada vez piores, e até se apropria do bem público em alguns casos, para pressionar o município a retirar uma liminar judicial que tem sobre a determinação absurda da Aneel de repassar a responsabilidade de manutenção da rede elétrica aos municípios, é claro, sem alterar os valores pagos a empresa e onerando o consumidor ainda mais com a contratação de outras empresas para tal.


Esperamos que o Ministério Público e poderes Executivo e Legislativo sejam mais efetivos neste grave problema que aflige a população piratininguense e que tende a piorar com as chuvas e tempestades de verão que estão por vir.

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