Esportes

Lençoense que passou pelo Noroeste era roupeiro da equipe

Thiago Navarro e Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 1 min

Billy Mao
Aparecida Lourdes Oliveira perdeu o filho, Anderson Donizete Lucas, que era roupeiro da Chapecoense 

“Eram três horas da manhã, eu acordei assustada, liguei a TV e vi a chamada do acidente, mas não acreditei. Fiquei sentada esperando mais informações”. Foi assim que Aparecida Lourdes Oliveira, 58 anos, mãe de Anderson Donizete Lucas, 37 anos, roupeiro da equipe Chapecoense, começou o dia nessa terça-feira (29). Anderson, que era chamado de Cocada ou Branco pelos colegas de equipe e amigos, é um dos 71 mortos na queda do avião na Colômbia.

Aparecida conta que apenas conseguiu confirmar o falecimento do filho após a divulgação oficial de uma lista com os nomes das vítimas, na manhã dessa terça-feira (29). “Meu coração estava apertado, senti que algo pudesse ter acontecido”, comenta. “Conversamos pela última vez por telefone, no aniversário dele, em setembro. Ele tentou me convencer a visitá-lo, mas eu sempre tive muito medo de andar avião. E ele sempre me falava: avião não morde, mãe”, lamenta Aparecida.

Nascido em Lençóis Paulista, Anderson morou parte da vida no Cecap. Segundo a mãe, ele saiu de casa aos 18 anos já com interesse em atuar como roupeiro de times de futebol. Morou em Bauru - trabalhou como roupeiro no Noroeste, meados da década passada -, Araraquara, São Carlos e, há aproximadamente seis anos, mudou-se para Chapecó. Por lá, casou-se com uma uruguaia chamada Sandra Jaqueline Madrid. O casal não tinha filhos, segundo Aparecida. Além da esposa e da mãe, ele deixa o pai, Sebastião Donizete Lucas. O corpo será velado e enterrado em Chapecó.

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