Política

Gazzetta desiste de PPP do lixo em 2016

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

Facebook/Reprodução
Gazzetta e Rodrigo fizeram selfies durante reunião da Frente Nacional de Prefeitos, nessa terça-feira (29), em Campinas

Compromisso reiterado durante toda a campanha eleitoral, a publicação de um chamamento público, ainda neste ano, para viabilizar uma Parceria Público-Privada (PPP) para o tratamento e destinação do lixo doméstico de Bauru foi descartada pelo prefeito eleito, Clodoaldo Gazzetta (PSD), nessa terça-feira (29).

Enquanto tentava se credenciar para governar, ele dizia que negociaria a medida com seu antecessor, Rodrigo Agostinho (PMDB), para que, já no início de 2017, a administração pudesse discutir e escolher qual solução dará aos resíduos sólidos. A estratégia foi repetida no dia de sua vitória.

O recuo, porém, não se deu por resistências do atual chefe do Executivo em acatar sua proposta. Gazzetta admite que os impasses são de naturezas técnica, jurídica e operacional. “Eu tinha que ter começado a pensar nisso em outubro”.

O eleito garante, no entanto, que a PPP para o lixo segue como prioridade para sua gestão. Ele diz que dará início a conversas com especialistas nas próximas semanas para tomar todas as providências necessárias já em janeiro.

PRAZOS

Atualmente, Bauru destina cerca de 7.000 toneladas por mês ao aterro privado, localizado em Piratininga. O municipal foi lacrado pela Cetesb após atingir sua vida útil, em maio deste ano.

Do total de resíduos enterrados, aproximadamente 34% poderiam ser recicláveis. São quase 2.500 toneladas por mês, volume 12 vezes maior do que a média de materiais recolhidos pela coleta seletiva.

Práticas como essa serão proibidas a partir de 2018, quando entra em vigor norma da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que autoriza a destinação a aterros sanitários (ou a incineração) apenas para rejeitos, ou seja, aquilo que não pode ser reciclado ou reaproveitado.

Originalmente, a vigência deste dispositivo legal teria início em 2014, mas o prazo foi estendido, diante das dificuldades do municípios em se adequar às novas regras. Justamente por essa razão, o futuro prefeito justifica sua pressa em acelerar o debate sobre em torno da PPP.

INVESTIMENTOS

Durante a campanha, a parceria foi apontada por Gazzetta e pela maioria dos candidatos à Prefeitura de Bauru como única alternativa para viabilizar os investimentos necessários - estimados em R$ 80 milhões pelo eleito em recente entrevista ao JC - para tratar e destinar adequadamente os resíduos domésticos do município, diante da escassez de recursos do poder público.

Com a parceria, o dinheiro seria injetado pela iniciativa privada. A administração municipal, por sua vez, pagaria para destinar à empresa o lixo recolhido junto aos domicílios de Bauru.

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