Tribuna do Leitor

Armas sim, mas legais perante a lei

Paulo Boccato
| Tempo de leitura: 2 min

A carta do leitor Freddy A. Bertone contendo inverdades que beiram a desonestidade intelectual quanto à questão “armas de fogo” no geral me obrigam a um desagradável esforço na tentativa de reparar o publicado, dado seu alto grau de desinformação e ignorância sobre o tema, coisa que chega a ser cansativo rebatê-las dada o grau de infantilidade da coisa toda...


Não só a Polícia Militar faz um excelente trabalho de segurança ostensiva para se tentar coibir todo tipo de ilícito, como em sua blitz diárias, sendo que não se passa um único dia sem que apreenda uma arma em situação ilegal neste estado e isto é fato. O que não foi marotamente dito é que a imensa maioria das armas aprendidas foi pega nas mãos de gente desonesta, bandidos, assaltantes e malfeitores de toda espécie sendo o cidadão de bem flagrado com uma arma ilegal uma exceção.


Eles, policiais militares, trabalham, e muito! No mais, como apoiador e defensor de que cidadãos de bem possam não apenas comprar armas mas também portá-las na forma de uma lei exequível para sua autodefesa, deveria saber o mal informado missivista que o atual Estatuto do Desarmamento não proibiu a aquisição e o porte, mas tão somente tornou isto quase impossível aos cidadãos honestos, uma vez que a lei é de tal modo draconiana que todo pedido feito à Polícia Federal - concessora das permissões - é olimpicamente negada pelos delegados responsáveis pelo SINARM, cuja mal formada lei confere a discricionariedade de negar tais pedidos sem justificativa alguma, ainda que o pretendente cumpra todos os requisitos de lei e que não são poucos indo de certidões negativas várias (o mais mínimo processo ainda que civil ou meramente administrativo já é motivo de negativa), além de exame psicológico rigoroso, curso de tiro e exame de habilidade perante fiscal da PF, e tudo acompanhado de caríssimas taxas e impostos!


Caso não saiba o equivocado missivista, a violência desmedida contra nós cidadãos honestos incapacitados por uma lei ideológica urdida pelo PT e demais pragas de esquerda lá em 2005, teve como efeito direto fazer do cidadão honesto isto sim uma vitima certa e segura para o bandido, negando-nos o direito a uma autodefesa efetiva pela certeza que o bandido agora tem que o Diário Oficial da União desarmou o cidadão de bem indefeso, mas permitiu ao bandido a certeza de sua vítima desarmada.


Vá se informar, missivista, antes de escrever o que não sabe, tais como o Brasil pós-edição do Estatuto do Desarmamento ter se tornado um país de vítimas pela proibição de que gente honesta possa ter uma arma para sua autodefesa em lei.

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