Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém! 1COR 1-6. Tão velha e tão atual, esta afirmação de Paulo apóstolo ainda hoje nos orienta a exercer nossa liberdade de escolha frente a leis que ferem nossa crença. Ou seja, é claro que o aborto estar descriminalizado não dá aos cristãos direito de escolher este caminho. Este é um ponto!
Outro ponto é o argumento tosco utilizado para aprovar isto: através da descriminalização do aborto a mulher foi empoderar para decidir sobre sua própria vida. Bem, isto é uma Ideologia, como bem me ensinou um professor de Filosofia, “uma meia verdade”. A verdade completa é que o aborto é no mínimo a decisão sobre a vida de três pessoas: a gestante, o pai (figura que quase sempre é isenta de responsabilidade nesta questão) e a criança.
O Problema é que a criança não pode ser consultada a respeito. Logo, a mesma diretriz que empodera a mulher para decidir sobre a própria vida vitimiza o feto (é assim que querem chamar, não?), que não tem meios de defesa.
A mulher já tem hoje todo o poder que reivindicou no campo dos relacionamentos. É poder da mulher escolher melhor os seus parceiros sexuais! É poder da mulher de hoje escolher o melhor momento de transar! É poder da mulher de hoje prevenir-se.
É poder da mulher atual negar o sexo (coisa que nossas avós talvez não pudessem fazer). É poder da mulher de hoje escolher não gerar a vida mesmo depois de casada se não quiser, e muitas inclusive tem tomado este caminho!
Mas empoderar a mulher a abortar é uma decisão típica de uma sociedade inconsequente: erre primeiro, decida depois! O último ponto no qual queria tocar é como isso será aplicado no Brasil, este país que dita tantas regras sem se importar com os meios para realiza-las. Ok, não é mais crime! Pode ser feito! E quem fará?
Quem serão os profissionais capacitados que se prestarão a isso? Sei que não falo de todos, mas muitas pessoas optam por trabalhar na medicina com sonho de salvar vidas! Agora terão que se doutrinar a encerrar algumas também! Dormirão a noite? Com que recursos será feito? Provavelmente o SUS, quem mais tem tanta competência nestes país? Qual órgão está mais cheio de recursos sobrando?
Agora, se as mulheres submetidas morrerem nestes procedimentos, certamente não serão mencionadas nas estatísticas. Não foram no momento de descriminalizar o aborto, não é mesmo!