Política

Resultados para novos testes em estacas sairão na semana que vem

Vinicius Lousada
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Vinicius Lousada
Este equipamento executa o último dos nove testes para estacas cravadas na futura ETE

A expectativa da Prefeitura de Bauru é de que até a próxima semana fiquem prontos os laudos de novos ensaios de cargas contratados pela COM Engenharia, responsável pela construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), para aferir a eficácia de estacas já cravadas, que têm a função de dar sustentação às edificações e equipamentos que serão instalados no local.

O último teste estava sendo executado nesta quinta-feira (1), durante visita de vereadores e membros da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Bauru (Assenag), agendada depois de reunião pública realizada na semana passada, por iniciativa da Comissão de Obras da Câmara Municipal.

Ao todo, foram realizados nove ensaios para as 1 mil estacas raiz já instaladas. Quatro deles ainda não tiveram os laudos concluídos e, embora programados anteriormente, foram executados após a notícia, revelada com exclusividade pelo Jornal da Cidade, que dos cinco primeiros testes quatro não haviam apresentado resultados satisfatórios.

A Prefeitura de Bauru ainda não sabe o que justifica a reprovação da maioria desses ensaios. Não estão descartadas as possibilidades de erros de cálculo (embora a empresa projetista, Arcadis Logos, sustente o contrário) nem de falhas na execução dos serviços ou mesmo dos testes em si.

O secretário de Obras Sidnei Rodrigues espera sanar as dúvidas por meio de contra-provas, que serão contratadas pela prefeitura. Sua equipe já cotou que esses ensaios - chamados de pit - custam cerca de R$ 15 mil e podem ser contratados com dispensa de licitação. “Vamos pedir autorização para usar recursos do Fundo de Tratamento de Esgoto (FTE) para fazermos mais esses testes, que são diferentes dos providenciados pela construtora”, afirma.

REFORÇO

A única certeza, reiterada pelo engenheiro da prefeitura que acompanha a construção da estação, Elinton Silva, é de que haverá a necessidade de garantir reforço às primeiras 1 mil estacas cravadas. O município ainda não sabe, porém, quanto essas intervenções custarão a mais aos cofres públicos.

A instalação de outras 1 mil estacas raiz também depende do diagnóstico dos problemas que cercam as anteriormente cravadas. Essa frente de serviços está suspensa desde o dia 25 de outubro. Durante a visita dos vereadores, engenheiros do consórcio contratado pelo DAE para fiscalizar e gerenciar as obras da ETE confirmaram que os primeiros testes foram tardiamente providenciados pela COM.

Tratamento preliminar pode começar em abril

Pedro Romualdo - Câmara Municipal de Bauru
Engenheiro Elinton Silva detalhou o andamento da obra

Durante a visita às obras da ETE, o secretário Sidnei Rodrigues informou a um grupo de parlamentares que até o fim de abril de 2017 a estação terá condições de promover o tratamento preliminar do esgoto produzido em Bauru, removendo quase metade das impurezas atualmente lançadas no rio Bauru.

A estrutura física necessária para tal avanço está, segundo ele, em ritmo acelerado. Até o prazo informado pelo secretário, já deverá também ter sido instalada a bomba que mandará o esgoto para a primeira etapa do tratamento. O plano exige também que o DAE conclua a instalação da rede de interceptores e suas interligações.

“Já temos esse estudo pronto. O custo não é alto. Vai depender muito das decisões do futuro prefeito [Clodoaldo Gazzetta]”, diz Sidnei. O engenheiro Elinton Silva detalhou o andamento dos trabalhos aos parlamentares. Segundo ele, cerca de metade dos serviços ligados à construção foi executada. Considerando o todo, esse percentual cai a 19%, já que a compra de equipamentos representa 60% do custo da obra.

Participaram da visita ao canteiro da ETE os membros da Comissão de Obras, vereadores Sandro Bussola (PDT), Miltinho Sardin (PTB) e Zito Garcia (PMDB), além dos parlamentares José Roberto Segalla (DEM), Natalino da Pousada (PV), Carlinhos do PS (PV) e do presidente Lima Júnior (PSDB).

Originalmente, a estação deveria ter ficado pronta em outubro desse ano. O atraso nos trabalhos fez, no entanto, com que o prazo final fosse estendido para dezembro de 2017. Até agora, R$ 19,5 milhões em serviços foram executados no canteiro. O custo total da obra, passível de novos aumentos, já saltou de R$ 129.229.676,00 para R$ 138.948.360,00, em decorrência de reajuste e aditivo já autorizados pela prefeitura.

O governo federal se comprometeu a pagar R$ 118 milhões. Todo o restante deverá ser custeado com recursos do Fundo de Tratamento de Esgoto (FTE), pago todos os meses pelo contribuinte bauruense junto às contas de consumo de água e coleta de esgoto.

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