Economia & Negócios

Franquias e startups têm fôlego e vagas


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Estudo realizado pela empresa Rizzo Franchise mostra que enquanto a crise causa o fechamento de milhares de postos de trabalho, o segmento de franquias segue crescendo e gerando empregos. Conforme o levantamento, no primeiro semestre de 2016 foram abertos 7.590 novos negócios que geraram 71.350 empregos diretos.

Em 2015, no mesmo período, foram abertos 6.206 novos negócios, que geraram 63.922 empregos diretos. A estimativa do estudo é de geração de aproximadamente 108 mil novas vagas até o final do ano, para atender os novos negócios que serão abertos.

Sócio-diretor da rede Mania de Churrasco! Prime Steak House, Luis Yamanishi conta que, neste ano, a marca abriu seis unidades e gerou 90 vagas de emprego. "Até o final do ano, devemos abrir mais quatro unidades, totalizando 38 pontos e 570 postos de trabalho."

Yamanishi diz que as vagas são para atendentes, churrasqueiros, supervisores e gerentes. Segundo ele, em 2017 a rede pretende abrir mais dez unidades. "Atualmente, temos mais candidatos à franquia do que disponibilidade de lojas em bons pontos."

A rede de fast-food especializada em churrasco, fundada em 2001, nasceu com a proposta de levar comida caseira e churrasco de qualidade para o corre-corre das praças de alimentação de shopping centers. "Nosso objetivo é oferecer os melhores cortes de carnes nobres, normalmente encontrados apenas em churrascarias, restaurantes e butiques de carnes."

O fundador da rede Mr. Cheney Cookies, Lindolfo Paiva, afirma que nos últimos quatro anos, a marca vem gerando, em média, 100 vagas por ano para os postos de atendente e supervisor.

"Em 2016, já inauguramos oito unidades e até o final do ano devemos inaugurar mais sete. Cada loja necessita, em média, de sete funcionários. Algumas, que têm melhor desempenho, chegam a contar com dez colaboradores", diz.

Paiva afirma que dentro da estrutura da franqueadora também são geradas novas vagas para atender o crescimento da rede, que conta com 58 unidades.

"São posições para as áreas de treinamento e produção. Também geramos empregos indiretos ao contratar serviços para atender necessidades da marca. No momento, por exemplo, estamos implantando política de boas práticas e contratamos diversas consultorias."

Startups vivem momento semelhante

Movimento semelhante é vivido por startups que necessitam contratar novos funcionários, principalmente para as áreas técnicas. O aplicativo de finanças GuiaBolso, por exemplo, aumentou a equipe em mais de 40% neste ano.

Fundada em 2014, a empresa começou apenas com os fundadores, Thiago Alvarez e Benjamin Gleason. "Agora, estamos com 80 pessoas. Só em 2016 contratamos 40 colaboradores", diz Alvarez.

Segundo ele, 53% dos contratados destinam-se às áreas de tecnologia e desenvolvimento. "Mas também ofertamos vagas para marketing, recursos humanos, financeiro, administrativo, produto e atendimento."

Alvares afirma que a crise financeira ajudou na disseminação do uso do aplicativo de controle financeiro, que é 100% automático e gratuito.

"As pessoas sentiram necessidade de buscar mais informações sobre a vida financeira para se organizarem. O crescimento foi tamanho que o aplicativo ficou no topo dos mais baixados na Apple Store." Ele diz que em 2017 a equipe deverá chegar a 160 pessoas. O empresário acrescenta que um comportamento que ocorreu nos Estados Unidos está começando a ocorrer no Brasil.

"Quando os universitários estavam se formando, eles queriam trabalhar em uma instituição financeira. Depois, o legal passou a ser trabalhar em consultoria. Depois do Google e do Facebook, trabalhar em startup virou a opção número um,porque essas empresas possibilitam um aprendizado muito rápido. Vejo uma clara mudança no comportamento dos jovens brasileiros."

Alvarez conta que a ideia do negócio surgiu da vontade dos sócios de gerar grande impacto social dentro do mundo de serviços financeiros.

"Identificamos que o consumidor não tinha as informações necessárias para fazer boas escolhas." Eles , então, criaram um aplicativo que permite ao cliente entender melhor as informações bancárias e gerenciá-las adequadamente.

Segundo ele, ao cadastrar a conta bancária no aplicativo, o sistema do GuiaBolso passa a acompanhar a movimentação e fazer análises. "Organizamos as informações financeiras da pessoa para que ela saiba quanto gasta e onde. Assim, pode fazer planejamento de longo prazo, estabelecer uma meta financeira e acompanhar automaticamente. Há uma série de funcionalidades legais."

Alvares afirma que, depois de quatro meses usando o aplicativo, as pessoas começam a economizar duas vezes e meia a mais. Uma média de R$ 470 por mês.

"Depois de quatro meses, há 25% menos pessoas usando o cheque especial. É surpreendente. Essa informação não é da pessoa, tiramos do extrato e o extrato não mente. Estamos conseguindo gerar impacto positivo na vida dessas pessoas e também estamos conseguimos mensurar isso."

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