Hoje não quero falar sobre a tragédia. Mas quero falar sobre a qualidade do atendimento da rede pública de Saúde em Medellin, na Colômbia. O hospital público San Juan de Dios, que ofereceu o atendimento inicial a alguns dos sobreviventes, teve condição de fazer cirurgias complexas e retirá-los do quadro crítico, enquanto os nossos hospitais públicos estão sucateados e decadentes.
Os parentes dos meninos que seguem internados ficaram surpresos com a qualidade do atendimento médico na Colômbia. Todos ficamos. As entrevistas chegaram a ser constrangedoras. Nas entrelinhas, eles disseram: "A gente esperava encontrar um povo atrasado, e encontramos um atendimento de muita qualidade." Atendimento de qualidade na rede pública é coisa que o brasileiro não está acostumado a receber.
De onde se conclui que somos metidinhos e preconceituosos à toa. Associamos Medellin a Pablo Escobar, pensamos que a Colômbia é subproduto do narcotráfico, e nos deparamos com essa outra realidade: Medellin é uma cidade moderna em todas as áreas, com mais de 130 mil estudantes universitários, em cerca de 35 instituições públicas e privadas. (dados da Wikipédia).
Pois é. O Brasil é - ou era - visto na comunidade internacional como o primo rico dos países da América do sul. Não somos. Somos os primos pobres. Somos subproduto de Lula, Dilma e caterva de todos os partidos de bandidos Cia Ltda. Em Colômbia, Pablo Escobar travou uma luta ferrenha com a justiça que o queria atrás das grades. Para compensar, dividia o produto do ilícito com a população que o adorava e o reverenciava pela sua generosidade.
Em Brazuca os nossos bandidos não dividem nada com o povo, querem tudo para si e para os seus filhinhos. Temos a mais numerosa família real brasileira de vagabundos desocupados para sustentar. Temos reis e rainhas de Norte a Sul do país, com o seu séquito de príncipes, princesas e agregados, sugando as nossas riquezas.
Pablo Escobar morreu em 1993. Assassinaram o homem. Há vinte anos a Colômbia não sofre com esse estigma. No Brasil, os párias estão ai e só agora a justiça se deu conta de que lugar de bandido, seja ele narcotraficante ou político corrupto, é na cadeia. Quem sabe, um dia, possamos ter um hospital público com a qualidade de um San Juan de Dios, de Medellin!
Que Dios nos bendiga!