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Dispensado, Willians se despede: 'Me desculpem se não correspondi'


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O volante Willians se despediu oficialmente do Corinthians ontem. Afastado das partidas do clube após se envolver em discussão com um torcedor, o jogador foi liberado pela diretoria e não é mais um funcionário alvinegro. Apesar da passagem discreta, o jogador fez questão der dar seu adeus nas redes sociais e chegou a pedir desculpas pelo fraco futebol apresentado em 2016.

"Em dias de tamanha tristeza no mundo do futebol, encerrei minha passagem pelo Corinthians. Gostaria de agradecer a todos que estiveram na torcida e também me desculpar se caso não consegui corresponder às expectativas depositadas em mim", escreveu em sua página no Instagram.

Willians chegou ao Corinthians no início do ano, emprestado pelo Cruzeiro por uma temporada na negociação que levou o jovem Marciel ao time mineiro. O veterano de 30 anos chegou a ser titular em alguns momentos da temporada, mas nunca convenceu a torcida, que não o poupou de críticas. "Dei meu máximo sempre, mas às vezes as coisas não acontecem da maneira que planejamos. Fica aqui o meu muito obrigado a diretoria, comissões técnicas, funcionários, jogadores e torcedores. Agora é descansar e voltar com tudo pra 2017", comentou o jogador, que se reapresentará ao Cruzeiro em janeiro.

A passagem de Willians pelo Corinthians chegou ao fim em novembro, quando o jogador foi afastado pela diretoria. Na ocasião, discutiu com um torcedor na saída do CT, após ser cobrado, e foi avisado pelos dirigentes de que não atuaria mais pelo clube.

HOMENAGEM

A possibilidade de usar um uniforme verde na última rodada do Campeonato Brasileiro para homenagear a Chapecoense - embora seja a cor do arquirrival Palmeiras - não incomoda os jogadores do Corinthians. A diretoria ainda não definiu oficialmente como prestará a homenagem ao clube que perdeu 19 jogadores na queda do avião para Medellín, na Colômbia, para a final da Copa Sul-Americana. Ao todo, 71 pessoas morreram.

"Agora não temos de pensar em rivalidade e sim em homenagear as famílias. Eu tenho uma filha, sei hoje o que é uma dor, aquelas mães... Infelizmente é uma lembrança que traz tristeza, mas eles merecem a homenagem", afirmou o meia Marlone em entrevista coletiva, ontem, no CT Joaquim Grava. "Em relação a vestir verde, essa homenagem ultrapassa a esfera do futebol, é de humanidade, amor. Nesse momento não deve existir rivalidade", concordou o meia-atacante Guilherme.

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