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Nível de contratação habitacional é mantido mesmo em meio à crise

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Quioshi Goto/JC Imagens
Olair Filho, gerente regional de construção civil da Caixa em Bauru, cita algumas das medidas

Diante da crise que gerou impacto no nível de emprego e, por consequência, reduziu a renda da população, a Caixa Econômica Federal lançou pacotes de medidas que conseguiram impulsionar o volume de contratações habitacionais. Somente em Bauru, o valor chegou a R$ 1,167 bilhão entre janeiro e outubro deste ano.

Mesmo em um contexto de recessão econômica, o resultado foi apenas 2,7% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado, de R$ 1,2 bilhão. Durante a última semana, em uma nova iniciativa, o banco ampliou em uma hora o atendimento em todas as suas agências no Estado.

Na cidade, as nove unidades começaram a funcionar uma hora antes, a partir das 9h30. Nesta semana, o expediente voltou ao normal. "A Caixa é o principal agente financeiro de habitação no País, com 67% do mercado. E, como a construção civil é um segmento indutor do crescimento econômico, o banco trouxe esta e outras medidas para abranger uma maior quantidade de interessados em adquirir um imóvel", detalha Olair Ribeiro Filho, gerente regional de construção civil da Caixa em Bauru.

Em agosto deste ano, a Caixa havia disponibilizado R$ 700 milhões em créditos para o mercado de moradias da região, também com o objetivo de estimular as vendas no setor e, assim, aquecer a economia.

Os valores, previstos para serem emprestados até o fim do ano, estão sendo destinados ao financiamento de obras de construtoras e incorporadoras, bem como à aquisição de casas ou apartamentos por pessoas físicas. Do total, R$ 500 milhões serão aplicados em imóveis sociais.

"Ao oferecer facilidades para quem está buscando um financiamento, conseguimos ampliar o volume de contratos fechados", pontua o gerente. Durante a semana de atendimento expandido, os empréstimos tiveram redução linear de cerca de 0,25% na taxa de juros para clientes que financiaram imóveis novos ou usados, enquadrados no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), independentemente do relacionamento com o banco.

"Nesta categoria, se enquadram imóveis usados, imóveis novos ou construções acima de R$ 215 mil. Abaixo deste valor, o financiamento se enquadra no programa Minha Casa, Minha Vida, que utiliza recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e opera com taxas a partir de 4,5%", detalha.

TAXAS

Para clientes que tiverem relacionamento e fizerem a opção de receber o salário pela Caixa, foram disponibilizadas taxas de juros especiais para a aquisição de imóveis novos ou na planta, cuja construção tenha sido financiada pelo banco. O percentual, igual ao oferecido a servidores públicos, vai de 9,75% a 11% ao ano para imóveis de até R$ 950 mil (enquadrados no Sistema Financeiro de Habitação) e de 10,75% a 12,25% ao ano para imóveis acima deste valor (dentro do Sistema de Financiamento Imobiliário).

"Quanto maior o relacionamento com o banco, menor a taxa de juros. A Caixa tem disponibilidade financeira para continuar fazendo estes financiamentos, com exigência apenas de comprovação de renda para a concessão do crédito de acordo com a sua capacidade de pagamento", explica Ribeiro Filho.

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