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Energia da ETE não exigirá mais usina de R$ 10 milhões

Nelson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

Ainda sob o impasse do atraso nas obras em relação a dúvidas com o cravamento de estacas raiz, a instalação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) conseguiu avançar com a opção por uso de transformadores, solução que significa deixar de gastar em torno de R$ 10 milhões se a exigência fosse uma usina de redução de energia.

Conforme o engenheiro e consultor na área, Carlos Augusto Kirchner, o projeto de fornecimento de energia elétrica previsto para suprir demanda de 3.500 Kw na ETE do Distrito Industrial viabiliza o uso de transformador. "Todo o Distrito Industrial de Bauru usa a energia elétrica com transformador. A opção com subestação não é necessária para essa situação e toda a região não é atendida por alta tensão. É sempre o transformador utilizado para essa área. O transformador atende ao previsto no projeto e é muito mais barato que o investimento em subestação", avalia.

Conforme dados da Secretaria de Obras, a empresa contratada, COM Engenharia, discutiu a instalação de usina. "O custo é muito alto e a CPFL também informou que o prazo é de, pelo menos, 18 meses para licença, instalação e liberação. A contratada queria usina de redução. Mas discutimos isso e o próprio Kirchner, que é especialista na área, foi consultado. Temos uma linha de 13.000 Kw e a ETE precisa de 3.500 Kw. É o equivalente à energia de uma indústria inteira de grande porte, mas dentro do que suporta a carga de energia. Com a crise, a CPFL nos informou que a sobra de energia é o dobro do que precisa hoje", ratifica o titular da Obras, Sidnei Rodrigues.

Segundo os dados do projeto, uma usina de redução de energia nos moldes do discutido exigiria despesa de R$ 10 milhões em equipamentos e instalação, sem contar o valor da elaboração do projeto (R$ 800 mil). "E optamos por duas entradas com transformador, para atender à próxima etapa de funcionamento quando a ETE estiver concluída. A CPFL, a princípio, defendia a subestação, mas já fechamos a discussão em torno dos transformadores, registramos e a gerenciadora da obra já protocolou essa escolha junto à concessionária", conclui Rodrigues. O projeto executivo menciona entrada única de energia na Estação.  

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