| Malavolta Jr. |
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| Lixo se acumula na calçada do Ginásio Guilherme Dal Colletto, evidenciando risco de se tornar criadouro de mosquitos, como o Aedes Aegypti e o Palha |
| Thiago Navarro |
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| No Ginásio Darcy Cesar Improta, banheiros e piso dos vestiários estão em condições precárias |
| Malavolta Jr. |
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| Obra inacabada há três anos no Ginásio Azulão, que deve ser demolida, segundo da Semel |
| Malavolta Jr. |
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| Mato toma conta de trecho da calçada e do entorno interno do Guilherme Dal Colletto, exemplo de falta de manutenção |
A exemplo de outras praças esportivas da cidade, os ginásios municipais sofrem com a equipe reduzida de manutenção da Secretaria Municipal de Esportes (Semel). Apesar de menor número - quatro ginásios, contra nove estádios distritais, por exemplo - essas praças atendem diversas modalidades e em todas elas os esportistas reconhecem as melhorias dos últimos anos, mas também pedem solução para problemas recorrentes.
A reportagem do Jornal da Cidade visitou os quatro ginásios. Em todos eles, usuários e moradores do entorno relatam problemas semelhantes, como manutenção precária, mato alto, trechos de alambrados com defeito, lâmpadas e refletores queimados. Vazamentos em banheiros também são comuns.
No ginásio Darcy César Improta, que fica entre o Hospital Estadual e o campus da Unesp, no Núcleo Geisel, o piso da quadra está em boas condições - foi reformado para os Jogos Abertos de 2012. No entanto, pelo menos nove dos 25 pontos de luz estão sem lâmpada ou com o dispositivo queimado, prejudicando a iluminação da quadra. Nos vestiários, a situação é mais crítica. Os chuveiros funcionam, mas vidros estão quebrados e uma das torneiras está vazando há meses. O piso também está em condições precárias e há sinais de deterioração por conta da umidade.
O local é utilizado pela comunidade em geral e pelo time de vôlei masculino da cidade, o Anhanguera/Semel. “A quadra em si está boa, mas temos estes problemas com iluminação e nos vestiários esses vazamentos, o que exigiria uma manutenção. No fundo da quadra tem goteiras também”, explica o técnico Osvaldo Altafim Júnior. Quando chove, os treinos precisam ser suspensos, pois a quantidade de água que entra é grande.
Outro ginásio que sofre com goteiras é o Guilherme Dal Colletto, na Vila Industrial. Utilizado somente pela ginástica, o local foi palco de apresentações de medalhistas olímpicos como Arthur Zanetti e Diego Hipólyto, nos Jogos Abertos de 2012 e 2014. Mas moradores das imediações afirmam que as goteiras são um problema recorrente. Entrando no ginásio, é possível perceber ainda que muitos dos aparelhos de ginástica estão empoeirados.
‘Vaquinha’
No ginásio Raduan Trabulsi Filho, na Vila Santa Luzia, além dos munícipes, a quadra é usada pelas equipes de hóquei de Bauru. “A Semel ajuda na medida do possível. Eles cederam o ginásio, onde estamos treinando e fazendo nossas competições e eventos. Mas a manutenção, muitas vezes, a gente precisa fazer do nosso bolso, como trocar um chuveiro, por exemplo. Levantamos uma ‘vaquinha’. A proteção na lateral da quadra também foi feita pela nossa equipe”, cita Bruno Marcondes, do time bauruense de hóquei.
O secretário municipal de Esportes, Roger Barude, diz que a prefeitura trabalha dentro de suas possibilidades. “Nossa maior dificuldade é mão de obra e recursos financeiros. Tem dia que nossa equipe para manutenção é de cinco pessoas. Temos um cronograma, que seguimos, mas não no ritmo ideal, por esse motivo. Os caseiros, que moram ao lado dos ginásios e estádios, devem nos passar como está a situação de cada local, até para priorizar algo se necessário. Muitas vezes contamos com o apoio de outras pastas”, frisa.
Panela de Pressão
Inaugurado para os Jogos Abertos do Interior de 1956, o ginásio Panela de Pressão segue até hoje como o principal de Bauru. É o maior da cidade, com capacidade para mais de 2 mil torcedores, e o único apto a receber partidas oficiais de vôlei e basquete. O local pertence ao Esporte Clube Noroeste, mas desde 2011 está alugado para a prefeitura, que fez a reforma do ginásio, concluída em 2012.
Neste ano, um novo contrato de locação foi assinado, com o Norusca recebendo R$ 28,9 mil mensais. Se comparado aos ginásios municipais, a situação por lá é melhor, porém também com problemas. Há registros de goteiras e nada menos do que 12 refletores estão queimados. O Gocil/Bauru Basket e o Genter/Vôlei Bauru, que usam a quadra para treinos e jogos, ajudam na manutenção do piso e vestiários e na limpeza.
“Estamos esperando uma proposta para trocar por lâmpadas de LED, com mão de obra nossa. Mas se isso não for possível, vamos repor as lâmpadas pelo modelo já existente. Quanto às goteiras, são dois pontos críticos na quadra, e três empresas tentaram localizar e não conseguiram”, relata o secretário Roger Barude.
O ginásio é ainda a casa da Semel e recebe outros eventos, como MMA e até apresentações circenses. Todo jogo ou evento com cobrança de ingresso no Panela de Pressão deve ter 12% do valor destinado ao Fundo Municipal de Esportes. “Isso está em ordem, os depósitos estão ocorrendo. Não é um valor tão alto, mas no fim do ano acaba dando um volume”, garante. O Fundo divide o valor anual entre diversas modalidades, que pedem um incremento. Em 2016, o total repassado foi de R$ 768 mil, insuficiente para atender integralmente os 28 projetos cadastrados.
Sujeira e obra parada
Outro problema no entorno de alguns ginásios é a sujeira. No Izaat Muhamed Saadhe, mais conhecido como “Azulão”, localizado no Jardim Bela Vista, que é bastante utilizado para a prática do futsal e handebol, existe muito entulho e sujeira nas calçadas da rua Eugênio Borro, que fica na lateral do ginásio.
Situação semelhante é registrada no Guilherme Dal Colletto (Vila Industrial), onde até um sofá velho estava jogado na calçada. Vale destacar que este tipo de resíduo pode ser descartado de forma correta nos sete Ecopontos da cidade, ou seja, cabe também à população colaborar, para evitar que estes espaços se tornem criadouros de mosquitos como o Aedes Aegypti (transmissor da dengue, zika e chikungunya) e o Palha (que transmite a leishmaniose).
No Bela Vista, há ainda uma obra inacabada há três anos. Quando a antiga equipe LO São Caetano veio para Bauru, em 2014, teve início a construção de vestiários, porém em três meses o projeto acabou e a obra ficou parada, no fundo do ginásio. “Vamos demolir aquilo. Analisamos e não tem viabilidade terminar, vamos solicitar a demolição à Secretaria de Obras, tentando aproveitar algum material que for possível”, resume o secretário de Esportes, Roger Barude.
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