Não quero sentir seu sopro.
Nem dar o último suspiro.
Não quero saber quando virá.
Quero te ver longe de mim.
Não me persiga com sua sombra.
Não queira saber de mim.
Esqueça meu endereço.
Esqueça minha existência.
Vá para longe, muito longe de mim.
Afaste-se daqueles que amo.
Daqueles que quero bem.
Porque nos pega de surpresa?
Qual seu critério de escolha?
Como escolhe suas vítimas?
Morte que não te quero.
Morte que me mata.
Me mata com a dor e a saudade.
É implacável, insensível,
Indolente e indiferente!
Não pergunta a quem vai alcançar, apreender. Seja na mais tenra idade, no vigor da mocidade. Na idade adulta, na velhice; ela vem sem culpa. Mas vou tentar ludibriá-la. Sabe como? Não? Então vou te falar. Mas será apenas uma vez, que ela não nos ouça. A partir de hoje, nada será igual. No ensejo do encontro, combinado ou casual.
Fica combinado e tornado habitual.
Um pai, uma mãe, uma irmã, um irmão.
E os amigos então.
Pra morte, não terá nada igual!