| Fotos: Divulgação |
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| 75 sacos de açúcar, encobertos por lonas, foram encontrados em assentamento |
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| Criminosos usaram lonas para despejar o açúcar furtado de vagões antes de ensacá-lo |
A Polícia Civil de Pederneiras prendeu em flagrante na terça-feira (6) dois homens com 75 sacos de açúcar suspeitos de terem sido furtados de composição da América Latina Logística (ALL). Anotações apreendidas no local onde a carga foi encontrada indicam que um grupo controlava a divisão dos lucros com a venda dos produtos furtados.
Os sacos de açúcar, com aproximadamente 50 quilos cada, estão avaliados em cerca de R$ 3,7 mil e foram localizados por policiais civis, por volta das 19h, em lote de assentamento no Bairro dos Sessenta, às margens da Rodovia Manoel Usó Ripoli, próximo ao Porto Intermodal.
De acordo com o delegado adjunto de Pederneiras, Richard Serrano, à tarde, funcionário da concessionária viu quando um grupo de pessoas passou a retirar açúcar a granel de uma composição parada perto do local e despejar sobre lonas às margens da linha férrea.
“Quando esses trens estão manobrando, indivíduos do assentamento vão até as composições, soltam vagões, cortam mangueiras de ar e o trem não tem como puxar os vagões. As locomotivas ficam distantes e o pessoal aproveita para destravar as comportas”, diz.
Na sequência, segundo relato desse funcionário, o açúcar foi ensacado. A Polícia Civil foi avisada, mas, quando a equipe chegou ao local, os autores do furto fugiram. Após diligências, os policiais recuperaram 75 sacos de açúcar, parte deles em um lote.
Dois homens que estavam no local, de 19 e 22 anos, alegaram desconhecer a origem do produto, mas, segundo o delegado, diante das evidências de que o açúcar seria o mesmo que havia sido furtado durante à tarde, foram presos em flagrante por receptação.
A Polícia Científica foi acionada para periciar o local e inquérito será instaurado para apurar o caso e tentar identificar os envolvidos no furto. Após pagarem fiança no valor de R$ 900,00 cada, os dois suspeitos foram liberados para responderem pelo crime em liberdade. No assentamento, a polícia apreendeu caderno com anotações sobre a quantidade de quilos e sacos de açúcar que determinadas pessoas receberam para, possivelmente, revenderem de forma ilegal. “Isso demonstra o grau de organização dessas pessoas”, declara Serrano.

