Tribuna do Leitor

Morrer de saudade

Luiz Carlos Pasquarelo
| Tempo de leitura: 1 min

Ninguém morre de saudade! Vive-se de saudade! Saudade que mutila, que despedaça e também aquela que nos traz boas recordações. Sentimos saudades de quando olhávamos no espelho e ficávamos orgulhosos do que víamos. Hoje, enfrentamos o espelho por necessidade!


O tempo e a saudade caminham juntos. Sem tempo não há saudade. Quem não sente saudade não passou pelo tempo! Saudade de quando éramos adolescentes! Víamos o pôr do sol com aquele clarão avermelhado maravilhoso.  


Achávamos tudo aquilo natural. Agora, sentimos saudades de, naquele tempo,  não sentirmos saudade. Quem vive, sente saudade!... Quem morre, deixa saudade. Ela é implacável, pois em qualquer lugar no mundo vamos sentir saudade. Morrer é o único jeito de não sentir saudade!                                       

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