| Tiago Jorge |
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| Pais, alunos e funcionários foram comunicados da possibilidade de fechar a Casa de Cultura e Cidadania |
A Casa de Cultura e Cidadania de Barra Bonita (68 quilômetros de Bauru), que desde 2008 oferece aulas gratuitas de música, dança, teatro e circo para crianças carentes, poderá fechar as portas por falta de patrocínio. Os funcionários do local já receberam aviso prévio e, agora, a entidade que mantém o projeto busca novos apoiadores para evitar que as atividades sejam suspensas.
A Casa é um projeto sociocultural viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura, patrocinado pela AES Brasil, e realizado pela organização social sem fins lucrativos Agires – Instituto de Articulação Social. No último dia 1, os funcionários que trabalham na unidade de Barra Bonita foram demitidos e passaram a cumprir aviso prévio. Em reunião realizada no sábado (3) com pais, alunos, funcionários e representantes do Poder Público, a presidente da Agires, Heloísa Melillo, falou sobre a possibilidade de interrupção das atividades em todas as Casas de Cultura e Cidadania em razão da indefinição sobre a continuidade do repasse de verbas pela AES Brasil.
“Estamos lutando para não acontecer. Vamos fazer evento domingo (11) na Avenida Paulista, com apoio da Fiesp e Ministério da Cultura, para chamar novos patrocinadores”, diz. “Estamos trazendo crianças de todas as unidades que vão fazer intervenções artísticas para chamar atenção e contar um pouquinho sobre o projeto”.
Melillo conta que as demissões foram necessárias diante do quadro de incertezas em relação à manutenção dos repasses. “A gente precisou tomar algumas medidas administrativas porque a gente não tem a certeza de que esse patrocínio virá. Mas, em momento nenhum, nós desistimos da ideia de manter a Casa”, ressalta.
Em nota, a AES declarou que se solidariza com alunos e familiares atendidos pelo projeto. “Sempre acreditamos no projeto do Instituto Agires. Tanto que, desde 2008, a AES Brasil destinou cerca de R$ 108 milhões para as Casas de Cultura e Cidadania. A gestão da Casa sempre foi e é do Instituto Agires, cabendo a ele decidir por sua continuidade”, afirma.
A empresa diz que continuará investindo em projetos sociais. “A partir de 2017, a atuação voluntária da AES Brasil passa a ser gerida pelo Instituto AES, que tem como objetivo impulsionar a inovação social na vida de pessoas e comunidades”, anuncia. “As iniciativas contemplarão desde atividades focadas na mudança cultural relativa ao uso de energia até programas de geração de renda para famílias da região”.
