| Malavolta Jr. |
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| Quadras anexas ao Distrital José Carlos Galvão de Moura, no Núcleo Gasparini, estão em completo abandono e sem a mínima condição de uso |
As áreas de lazer e prática esportiva de Bauru convivem com situações distintas. Em alguns bairros da cidade, a população tem à disposição espaços bem cuidados e apropriados. Em várias outras regiões, as pessoas convivem com locais abandonados e que já não servem à finalidade original: permitir o lazer, o esporte e a convivência dos moradores.
O JC encerra neste sábado (10) uma série de quatro reportagens sobre a infraestrutura esportiva de Bauru, iniciada na última terça-feira. Assim que o novo secretário de Esportes for nomeado pelo prefeito eleito Clodoaldo Gazzetta (PSD), para comandar a pasta a partir de janeiro, o Jornal da Cidade fará o convite para que o futuro titular da Semel explique como pretende dar conta da demanda a partir de 2017.
Vai bem
| Fotos: Samantha Ciuffa |
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| Campo de areia no Bosque do Geisel com alambrado danificado e traves sem rede |
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| Praça Paradesportiva, no Bela Vista, está em boas condições de uso para a população |
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| Tela que circunda quadra do Bosque do Parque União tem trecho caído e sem reparo |
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| Quadra da Praça Portugal, que conta com moderna iluminação, além de piso em bom estado |
Na zona sul, estão o Bosque da Comunidade, a quadra esportiva da Praça Portugal e as quadras de vôlei de praia da avenida Getúlio Vargas – a calçada da Getúlio também é muito usada para corridas e caminhadas. Em todos eles, algo em comum: os problemas são mais pontuais e a percepção é de que a resolução é relativamente rápida, principalmente em comparação a outros pontos da cidade.
Na região norte, a população ganhou dois equipamentos públicos nos últimos anos. Um deles é a Praça Paradesportiva, no começo do Jardim Bela Vista, que tem boa infraestrutura. Outro é a avenida Nações Unidas Norte, que tem calçada para caminhada e ciclovia, e que já necessitam de alguns reparos, além do mato alto frequente no entorno da via. Outros locais para caminhada, corrida e o uso de bicicletas em Bauru são a avenida Luiz Edmundo Coube (ligando o Hospital Estadual ao campus da Unesp) e a avenida Jorge Zaiden (antiga Água Comprida).
Vai mal
Indo para bairros mais afastados, contudo, a manutenção já não é a mesma. O bosque do Parque União, revitalizado em 2015, tem uma quadra já com sinais de desgaste, como nos aros e tabela de basquete, por exemplo. Já o bosque do Núcleo Geisel encontra-se em situação crítica. Apenas a quadra está em bom estado, graças à ação do time Bronx Basquete, que treina e joga no local.
“A gente mesmo dá a manutenção na quadra, com pintura, troca de iluminação e reparos em geral. Mas o bosque como um todo recebe pouca atenção do poder público”, comenta Tico, representante do Bronx. Em várias praças da cidade, também existem quadras abertas para a prática esportiva. No Núcleo Alto Alegre, a quadra foi cercada no mês passado, com um alambrado. Em outros locais, a situação é de abandono, como no Núcleo Gasparini, onde as duas quadras anexas ao estádio de futebol do bairro (Galvão de Moura) estão sem nenhuma condição de uso.
As academias ao ar livre também são alvos constantes de reclamação. Várias são depredadas e o que deveria ser um equipamento de lazer, acaba colocando em risco os usuários em algumas praças. Outra demanda antiga na cidade era a dos skatistas, que finalmente ganharam uma pista oficial. Inaugurada em dezembro do ano passado, a pista na região do Aeroclube já teve de ser reformada no primeiro semestre de 2016, por problemas na obra, sendo liberada de novo em seguida.
Falta de recursos
Roger Barude ocupou o cargo de secretário municipal de Esportes entre 2012 e março deste ano, e retornou no mês passado para terminar o mandato, após se afastar para disputar as eleições de outubro, quando foi eleito vereador pelo PPS - assume o cargo em janeiro. Para Barude, a falta de verba da Semel sempre foi um empecilho – em 2016, a pasta teve pouco mais de R$ 8 milhões de orçamento, porém mais da metade deste montante foi destinado à folha de pagamento. “A equipe da Semel é pequena, para atender toda a demanda precisaria de mais recursos humanos e financeiros. A gente segue um cronograma, mas não consegue dar conta de tudo no tempo ideal”, frisa. Além das áreas de lazer, a pasta ainda cuida de ginásios e estádios distritais, da pista de atletismo do Milagrão e da piscina pública da Vila Razuk, entre outros.
Para ele, a Prefeitura de Bauru procurou olhar da mesma forma para a zona sul e outros bairros. “Mesmo nos equipamentos da região sul tem melhorias que precisam ser feitas, como a iluminação das quadras de vôlei de praia. Foi um modelo que deu certo, no futuro outras quadras de vôlei de praia podem ser construídas em diferentes regiões da cidade. A mesma coisa com uma segunda pista de skate. Mas para isso, é necessário contar com recursos que a Semel não tem”, destaca. “A gente fez cerca de dez quadras esportivas abertas em diversos bairros. Em muitas a população usa, está bem cuidado, em outros o uso é menor, a gente vê que há depredação e vandalismo, e isso atrapalha”, conclui.
Sobre a manutenção de equipamentos esportivos dentro de áreas verdes, como praças e bosques, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) explica que a Semel é a responsável. “A gente cuida da parte de área verde mesmo, como poda. Quando há pequenos reparos em uma quadra, a gente faz, mas coisas maiores ficam a cargo da Semel. Outras secretarias, como Obras e Sear, também auxiliam”, relata José Carlos Augusto Fernandes, diretor do Departamento de Ações e Recursos Ambientais da Semma. Com relação às academias ao ar livre, a responsabilidade de implantação e manutenção é da Semma.




