| Samantha Ciuffa |
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| Emerson: Portuguesa, Exterior, Seleção e, agora, o Norusca |
Desde fevereiro deste ano, ele é o diretor de futebol do Noroeste. Um desafio que vem sendo enfrentado com a mesma garra que fez o ex-zagueiro se destacar nos gramados. “Minha vinda é para tentar profissionalizar o Noroeste e, para isso, precisamos entender que o futebol mudou, evoluiu. O contexto é outro, quem não entender isso vai ficar patinando”. O personagem da Entrevista da Semana deste domingo (11) é Emerson Carvalho da Silva.
O bauruense começou a carreira aos 16 anos no XV de Jaú. De lá, foi para São Paulo, onde jogou pela Portuguesa por mais de sete anos. “Foi lá que eu comecei no futebol profissional. Subi no começo de 1996. Saí de uma Taça São Paulo em janeiro e, no fim do ano, disputei uma final de Campeonato Brasileiro. Minha história com a Portuguesa é como uma relação de filho com mãe”, afirma.
O diretor do Norusca ainda passou pelo São Paulo, outros times nacionais, além de clubes do Japão e de Portugal. “O momento mais marcante de todos foi a minha primeira convocação para a Seleção Brasileira”. Leia mais, a seguir.
| Reprodução/Internet |
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| A carreira profissional de Emerson começou na Portuguesa; na foto, o jogador ao lado do “sagrado” treinador Zagallo |
| Revista Placar/Reprodução. |
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| O jogador também vestiu a camisa do São Paulo Futebol Clube |
| Internet /Reprodução |
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| Emerson foi convocado para a Seleção Brasileira (em 2000), por Luxemburgo, para disputar os jogos das Eliminatórias de 2002; na foto, que reúne craques como Ronaldinho Gaúcho e Rivaldo, ele é o camisa 4 |
Jornal da Cidade - Você nasceu em Bauru. Foi aqui que você descobriu o talento para o futebol?
Emerson Carvalho da Silva - Eu nasci na Vila Falcão, onde vivi até os cinco anos. Depois nos mudamos para o Jardim Eldorado, de onde saí por causa do futebol. Por aqui eu jogava futsal, campo, até que, em 1991, eu tive a oportunidade de fazer uma avaliação em Jaú. Fui aprovado de primeira para jogar no XV de Jaú. Eu tinha 16 anos e esse foi o começo de tudo. Fiquei em Jaú por dois anos e meio, terminei o ensino médio lá e entrei na faculdade de educação física. Fiz uns 11 meses de faculdade até surgir a oportunidade de ir para São Paulo.
JC - Do gramado do XV de Jaú você foi para...
Emerson - A Portuguesa! Foi lá que eu comecei no futebol profissional. Fui para lá ainda júnior e a sequência de amadores foi muito boa. Até que chegou a primeira chance no profissional. Subi no começo de 1996. Saí de uma Taça São Paulo em janeiro e, no fim do ano, disputei uma final de Campeonato Brasileiro, que foi contra o Grêmio. Isso marcou muito. A Portuguesa tinha um time jovem e foi algo muito grande para a história do time.
JC - A Portuguesa deve ocupar um lugar especial em sua carreira e coração.
Emerson - Certamente. Eu joguei por mais de sete anos lá e minha vida no futebol se resume muito à Portuguesa. De lá, eu fui emprestado para o São Paulo, fiquei um ano, tive alguns perrengues e muitas conquistas (fui Super Campeão Paulista, por exemplo), voltei para a Portuguesa, que começou a entrar em uma fase ruim. Passou a atrasar salários, veio a Lei Pelé, que mudou as coisas. Mas a minha história com a Portuguesa é como uma relação de filho com mãe. E até hoje é assim. Eu sou torcedor da Portuguesa, mesmo com toda essa dificuldade pela qual ela vem passando.
JC - Você chegou a ser convocado para a Seleção, certo?
Emerson - Sim. De tanto a gente ir bem na Portuguesa, ficamos uns quatro ou cinco anos batendo de frente com os maiores times, eu acabei sendo convocado em 2000 pelo Luxemburgo para disputar jogos das Eliminatórias de 2002. Mas as coisas mudaram e veio o Leão, que trocou o grupo. Cada treinador tem as suas escolhas e eu não fui convocado pelo Leão. Quando veio o Felipão, eu fui convocado para mais um jogo, mas acabei não sendo chamado para a Copa. Mas essa participação foi muito válida, alavancou a minha carreira e foi um sonho de criança realizado.
JC - Você chegou a jogar no Exterior?
Emerson - Sim. Eu voltei do São Paulo para a Portuguesa e fui jogar no Vitória da Bahia. Fiquei pouco mais de três meses e de lá fui para o Japão. Fiquei todo o ano de 2003 naquele país. Voltei e apareceu uma oportunidade de ir para Portugal. Fiquei quase seis meses, mas as coisas não deram muito certo porque fraturei a costela e precisei ficar mais de dois meses em recuperação. Voltei ao Brasil e precisei me adaptar à minha nova realidade.
JC - Quais foram as próximas jogadas?
Emerson - Fui para o Paraná Clube em 2004. O time não estava bem, mas aceitei o desafio e deu tudo certo. Acertamos a defesa e as coisas melhoraram. Nisso, o Botafogo do Rio me fez uma proposta muito boa. Fui para o Rio em 2005. Foi um ano muito positivo para o clube. Acabou o contrato no Rio e voltei para o Paraná, em 2006. Ganhamos o Campeonato Paranaense e terminamos em quinto lugar no Brasileiro, além disso, o time foi classificado para a inédita pré-Libertadores de 2007. Acabou o contrato e fui para a Ponte Preta, até mesmo para ficar mais perto de casa.
JC - A Ponte foi o seu último time como jogador?
Emerson - Foi a única Série B da minha carreira, também. Joguei até acabar o contrato, não renovei e voltei para Bauru “aposentado”. Recebi diversas propostas, mas ponderei todas elas e me aposentei dos gramados. Peguei minha reserva e comecei a investir em imóveis de aluguel. Montei o Arena Gol, uma escola de futebol e quadras de society.
JC - E veio o convite para a direção do futebol do Noroeste.
Emerson - Exato. E acho que essa proposta tem muita relação com tudo o que eu fiz na minha carreira. É a primeira vez que trabalho no Noroeste. Ninguém vence sozinho quando a gente fala de esporte coletivo. É preciso trabalhar em grupo e as pessoas precisam entender que às vezes a gente precisa desempenhar mais de uma função para reconstruir o clube. Não cabe vaidade aqui.
JC - Preparado para os desafios?
Emerson - Sim. Quero usar meus conhecimentos e amizades. Quando você tem um orçamento baixo e precisa montar um bom time, tem de recorrer às pessoas que você conhece até para indicações. E eu não gosto, por exemplo, de atleta que dá trabalho fora de campo. Minha vinda é para tentar profissionalizar o Noroeste e, para isso, precisamos entender que o futebol mudou, evoluiu. O contexto é outro, quem não entender isso vai ficar patinando.
JC - As suas expectativas são boas?
Emerson - Essa montagem do grupo está sendo criteriosa. Não adianta sair contratando e não ter dinheiro para pagar depois. O trabalho está sendo difícil, até por conta da crise financeira, que tem afastado os patrocinadores... Não está fácil para ninguém e isso também inclui o esporte. Mas acho que é possível vencer as dificuldades e estamos buscando isso.
JC - Dentro de campo, o que mais te marcou?
Emerson - O momento mais marcante de todos foi a minha primeira convocação para a Seleção Brasileira. O meu primeiro contrato profissional também representou muito para mim.
Perfil
Emerson Carvalho da Silva
Nasceu em Bauru, tem 41 anos e é do signo de Capricórnio
É casado com a também bauruense Fabiana, com quem tem dois filhos: Evelyn e Lucas
Jogar futebol hoje é hobby
Música: Pop rock
Time: Portuguesa e Noroeste
Cinema: “Um Sonho de Liberdade”
Nota 10: Para os meus pais
Nota 0: Para os políticos brasileiros
E-mail: emersoncarvalho3@msn.com



