| Douglas Reis |
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| Ricardo Martines, delegado seccional, prevê melhorias em 2017 |
A Delegacia Seccional de Bauru planeja que, em 2017, a Central de Polícia Judiciária (CPJ) solucione dois de seus maiores desafios: o atendimento ao público e a investigação de crimes de baixo potencial ofensivo, como pequenos furtos e alguns acidentes de trânsito.
A constatação foi feita após um estudo desenvolvido pelo titular da instituição, Ricardo Martines, em seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da especialização em sistema de justiça criminal e polícia judiciária, defendido no último dia 17, na Academia de Polícia, em São Paulo.
Martines teve de se afastar do cargo entre abril e novembro deste ano para se dedicar exclusivamente ao curso. Quem o substituiu foi o delegado Luiz Roberto Saúd Bertozzo, que, agora, permanece como assistente do seccional.
Com o título "O reflexo da motivação do policial civil na atividade-fim no âmbito da CPJ de Bauru", o trabalho mostra a evolução da CPJ desde sua criação, há três anos. "Em seu primeiro ano de instalação, houve um retrocesso de casos esclarecidos, porque não estávamos acostumados com a nova forma de trabalho. Porém, nos últimos dois anos, tivemos evolução", narra.
O delegado assume que há defasagem no quadro de funcionários, fato que leva aos dois grandes desafios. Em relação ao atendimento ao público, o governo cancelou, neste ano, o contrato com os 18 estagiários. "Por conta da crise, alguns gastos tiveram de ser cortados", justifica.
A partir do próximo ano, Martines estuda a possibilidade de implantar câmeras no saguão de atendimento da CPJ. "Assim, da Seccional, poderemos observar o que acontece no atendimento, constatar os problemas e trazer soluções".
Quanto ao setor de investigação, responsável por crimes de baixo potencial ofensivo, a expectativa é investir em pessoal. "Em 2017, estamos para receber mais policiais. Esperamos, ainda, que a situação econômica se estabilize e possamos recontratar os estagiários", projeta.
Por mês, cada delegado tem até 14 novos casos
Apesar de reconhecer os desafios da CPJ de Bauru, o delegado seccional Ricardo Martines acredita que a instituição é de grande ajuda. Segundo ele, houve um equacionamento do serviço dos policiais civis, já que todos os cartórios e delegacias estão em um só lugar. "Com isso, cada delegado consegue investigar até 14 novos casos por mês", acrescenta.
O delegado seccional diz que, de seis anos para cá, houve evolução. Para se ter uma ideia, em 2011, antes de a CPJ ser criada, foram instaurados 2.847 inquéritos e outros 2.696 haviam sido finalizados. No mesmo ano, a Polícia Civil registrou 25.087 boletins de ocorrência (BOs).
Já de janeiro a novembro de 2016, três anos após a CPJ ser instalada na cidade, foram instaurados 3.123 inquéritos e outros 3.477 haviam sido finalizados. No mesmo ano, a Polícia Civil registrou 23.466 BOs. "O que me deixa tranquilo é que os números cresceram depois que a central foi criada", comenta.
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