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Natal: momento de reforçar os laços de família


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Malavolta Jr.
Festa de Natal:  Viviane Fernandes Alquati, Fernando Alquati e os filhos Breno e Vitor

É quase uma unanimidade: festas de final de ano (tanto o Natal quanto o Réveillon) só valem a pena e são mais gostosas quando as famílias se reúnem. O espírito de união fica em evidência nesta época do ano e a confraternização ganha outro sentido. Mas entre os casais são raros os que já não tenham enfrentado o seguinte dilema: com quem passar? A família da mulher ou a família do marido? É a questão crucial quando se está casado.                   

A vida ligada ao parceiro exige desprendimento e negociação para estas duas datas especiais. Do contrário, o que é para ser uma festa vira uma comoção e acaba até em brigas, gerando mágoas que, em muitos casos, se perpetuam por dias - ou anos. Para isso, entra em cena uma nova modalidade: a etiqueta natalina.

Momentos felizes

O bom-senso é a mola-mestra dos momentos felizes. “Já combinamos que Natal é com a família de um e o Ano Novo com a família do outro e, no próximo, invertemos”, diz Sarah Moreira, que acaba de fazer um ano de namoro com Rodolfo Santos. O ano passado, como estavam começando a se conhecer, cada um passou com suas respectivas famílias. Este ano, como as famílias já se conhecem, Sarah e Rodolfo estarão um na casa do outro. Como costuma fazer a maioria das famílias.

E conviver harmonicamente, ano após ano. É o caso da família de Célia Lima de Moura, voluntária em assistência social e que, além de não abrir mão do encontro com familiares no Natal e no Ano Novo, está com nova expectativa: “Gosto muito dos encontros em família, contar histórias para as crianças, amigo secreto e tudo que nos traga bons sentimentos e alegria. Este ano vai ser especial. Vamos ter a “Limafest” em Penápolis com 150 parentes, amigo secreto e tudo mais.”

“Nós sempre combinamos que Natal é com a família de um e Ano Novo com a família do outro, às vezes invertemos, mas muito pouco, sempre fazemos questão de manter a tradição”, conta Fernando Alquati, morador de Bauru. Detalhe: ele, a mulher e os filhos engrossam a extensa lista de pessoas que não passam em casa essas datas porque viajam.

“Quando não vou ver a mãe, vou ver a sogra” diz a esposa Viviane Alquati. É que uma das famílias mora em Ourinhos, no caso a dela, e a outra em Botucatu, a dele. De forma que dá para eles irem e voltarem fácil, fácil. Com isso, os filhos é que nunca desfrutaram em casa. Os jovens Vitor Fernando  Silva Alquati e Bruno Henrique Silva Alquati, no entanto, não perdem a magia da data. “Acho muito importante, tanto que há 22 anos monto a árvore de Natal para eles. Mesmo que não passemos aqui, o espírito natalino está. Fernando, o pai, lembra que valorizar a família, “estar em contato com os pais nesta data, é muito mais importante”.

E em tempos de pais separados com guarda-compartilhada dos filhos, de novo, entra o bom senso para decidir quem fica com quem e vai aonde. Certo? A primeira regra é: conversando é que se entende.

Para a noite não acabar em confusão

1 - Regra de ouro - política e sexualidade, não!
Pendure os assuntos tabus na porta de entrada da casa, junto com a guirlanda. Nada de opiniões sexistas, racismo e piadinhas sobre as escolhas dos parceiros. Em época de politicamente correto, nunca deve se colocar em pauta assuntos polêmicos. Fale das flores, do calor, do preço das coisas... Aiás, está aí um bom jeito de começar uma conversa: com tudo pela hora da morte, todo mundo terá uma história legal para interagir. Enfim, conversas políticas e de opções sexuais devem ficar muito bem trancadas no armário.

2 - Amigo secreto sim, crítica explícita, não
Para tudo correr bem e ninguém ficar chateado, é de bom tom estipular o valor. E ficar dentro dele. Ostentação, não. Por isso o preço do presente é fundamental. E se for um preço bem acima do que você pode pagar, não participe. Não há nada demais nisso. Agora, se há um valor estipulado, não vale fazer o mão de vaca. E muito cuidado: meça as palavras na hora de fazer a revelação. Se não elogiar, não critique.

3 - Um presente para o anfitrião
Isso é obrigatório. Tem que levar nem que seja uma única flor, especialmente se a ceia não for rateada entre os presentes, o que não é demérito algum. Mais: respeite as regras do dono da casa quanto a horários e também em relação a vizinhos.

4 - Saber quem vai com antecedência
Há famílias que só se encontram nessa data, depois já se despedem sabendo que se verão no ano que vem, apenas. E daí? Alguém ficou doente? Fez cirurgia bariátrica? Casou? Divorciou? Ficou desempregado? Faliu? Procure se certificar de quem estará presente e se informe sobre a situação de quem você não vê há tempos. Portanto, fazer a retrospectiva 2016 antes é fundamental.

5 - Dieta exige marmita própria
Quem estiver de dieta deve levar (e isso não é desaforo nenhum, é  obrigação) o que pode comer. E nem precisa ficar alardeando isso para ninguém. Só quem está cuidando da cozinha é que precisa saber. Ponto.

7 - Capriche no visual
Por mais informal que seja a festa, à beira da praia, piscina ou num rancho, jamais se vista como se estivesse em casa. Mas lembre-se: já há uma árvore de Natal! Tenha bom senso!

8 - Esqueça os fantasmas do passado
Lembrar como era bom na infância, tudo bem. Contar episódios de festas passadas, também. Mas rememorar mágoas, jamais.

9 - Revelação só de amigo oculto
Mesmo as novidades mais gostosas não podem ser anunciadas na festa. Se estiver grávida, não é hora de revelar, sabia? Faça-o em particular. Igualmente para anúncio de casamentos, viagens e mudanças.

10 - Ficar de porre, nem pensar

É normal, sim, beber um pouco mais. Mas apenas o tolerável. Não vale, no entanto, perder a noção. Mais: falar demais. Ser o supersincero, sabe? Ninguém aguenta! Você será lembrado ad eternum pelas gafes que comete sóbrio, imagine de pileque.

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