| Malavolta Jr. |
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| Luciano Dias Pires com a primeira edição, lançada em 13 de dezembro de 1974 |
Há exatos 42 anos, o relações públicas, jornalista e memorialista, Luciano Dias Pires, lançava a primeira edição do Bauru Ilustrado, publicação que nasceu com o intuito de resgatar a história da cidade e de seus mais ilustres personagens. Dois anos depois, o produto virou suplemento do JC e, hoje, é considerado uma das principais referências de memória bauruense.
Nascido em Botucatu, Pires cresceu em meio à imprensa, já que o pai era tipógrafo e a mãe, escritora. Aos dois anos, ele se mudou a Bauru e nunca mais pensou em sair. Noroestino convicto, o jornalista exerceu o cargo de relações públicas da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB) até se aposentar, no dia 1 de julho de 1982.
Antes, decidiu levantar a história da ferrovia, que se mesclava com a do município que a abrigava. Em 1974, teve a ideia de lançar o Bauru Ilustrado, inicialmente, como uma publicação particular. Em 1976, ela se tornou um suplemento do Jornal da Cidade.
Em 1983, o jornalista criou a série “Retrato de Família”, que compõe o Bauru Ilustrado. Desde então, foram publicadas 235 reportagens. O suplemento, composto por 12 páginas, circula uma vez ao mês. “Desconheço que exista qualquer outro material do tipo, até mesmo, em jornais de grande circulação no País”, acrescenta.
| EM 1974 Luciano Dias Pires teve a ideia de lançar o Bauru Ilustrado, inicialmente, como uma publicação particular; dois anos depois, ela se tornou um suplemento do JC |
Diretor do Grupo Cidade, Renato Zaiden se sente privilegiado em estar à frente de um veículo de comunicação que acreditou e ainda crê na ideia de Pires. “Ele mantém viva, para o maior número de pessoas possível, a memória da cidade. Nosso compromisso é fazer com que o projeto permaneça fortalecido”, argumenta.
MUDANÇAS
Aos 89 anos, Pires alega que escreve o Bauru Ilustrado com a mesma empolgação da primeira edição. Nos últimos 42 anos, muita coisa mudou e o jornalista destaca o que mais chamou sua atenção: a evolução do ensino bauruense.
“Até o final de 1940, Bauru não tinha faculdade - já que o primeiro curso universitário a ser criado, na cidade, foi educação física, na ITE, na década de 50. Hoje, o município é um dos maiores campos educacionais do Estado de São Paulo”, observa.
Para os próximos 42 anos, o jornalista espera crescimento. “Estamos com muitos problemas financeiros, mas acredito que tudo dê certo, porque já acompanhei a evolução da cidade em outra época: vi a construção da NOB, do Automóvel Clube e do Cine Bandeirantes”, finaliza.
