A ROMÂNTICA VÁRZEA
A temporada oficial do futebol amador foi encerrada anteontem, com festa no lado oeste da cidade, por conta do título conquistado pelo Independência. É o primeiro tetra (2002, 2010, 2013 e 2016) do Indepa, que em janeiro completa 52 anos de vida. Os dois campeonatos (Liga Bauruense e Semel) são semiprofissionais, bem organizados, mas sou mais o amadorzão da década de 60, quando o atleta pagava para jogar. Deixa prá lá. Afinal, nada será como antes. Além do futebol mais autêntico, pegado, a romântica várzea era repleta de folclore. Se eu não me engano, já contei essa historinha. O campo do Independente era chamado de Morumbi da Bela Vista. Parece que quem escolheu o nome foi o inesquecível Sílvio Carlos Simonetti, o Sica. O campo do Meia Lua, onde está a Escola Moraes Pacheco, era o Quadrilátero de Dallas. O do Prudência, perto do Milagrão, Caldeira do Diabo, onde o pau quebrou feio num jogo contra o Fortaleza. A radiopatrulha deu umas 500 viagens para levar os briguentos à Delegacia. Só que não havia tanto xadrez, escrivão e máquina de escrever. Todo o mundo liberado. Dia seguinte, na Liga, carga pesada contra o Prudência, na leitura das súmulas. O representante do time pediu um aparte.”Não houve nada. O tijolo batia no peito dos cara e esfarelava. Era tijolo da Cohab”.
TRUNFO
O São Paulo despediu-se do ano goleando o Santa Cruz, para a satisfação de Rogério Ceni, que assistiu ao jogo no Pacaembu. Por ser um dos maiores ídolos do clube, o novo técnico será um trunfo do Tricolor. Acredito que fará o time vislumbrar um futuro melhor, após a irregular campanha de 2015. Trunfo até para segurar Rodrigo Caio que está na mira dos europeus.
DIFERENÇA
Mesmo apenas com três titulares (Jaílson, Mina e Tchê Tchê), o Palmeiras venceu em Salvador e está de parabéns. O campeão encerrou o ano com chave de ouro, sem comodismo, nada de facilitar para um time e prejudicar o outro. Fez bem em ignorar o desespero do Vitória, porque cada um com seus problemas. Um elenco de qualidade como o do Palmeiras faz a diferença.
BOLA CHEIA
Para o brasileiro tanto faz o segundo como o décimo lugar no futebol, mas o Santos tem muito o que comemorar, por conta do elenco reduzido, modesta folha salarial, e as saídas de Geuvânio e Gabigol, no início e meio do ano. E atuou dezenas de jogos sem cinco titulares – Thiago Maia, Zeca, Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Gabigol – convocados para Olimpíada e Eliminatórias.
BOLA MURCHA
Sétimo colocado do Brasileirão, Corinthians tem o pior temporada desde que voltou à elite, em 2009. Se não fosse Tite, que em junho assumiu a Seleção, o desempenho seria pior ainda. Liderou várias vezes no primeiro turno, a última na rodada 18.
BOLA DE OURO
Gabriel Jesus ganhou a Bola de Ouro. O último palmeirense vencedor desse prêmio da ESPN foi Djalminha, em 1996, quando o Verdão tinha um supertime dirigido por Luxemburgo.
CHAMPIONS
O jogo Arsenal x Bayern de Munique é o de maior apelo das oitavas da Liga dos Campeões da Europa. O duelo é o quarto entre ambos nos últimos cinco anos pela Champions League.
MEMÓRIA
Paulistão de 1979: Marília 0 x 1 Noroeste, em Marília, gol de Jorge Maravilha. Árbitro: Romualdo Arpi Filho. Marília: Zecão; Valdir, Márcio Rossini, Rubão e Pereira; Manguinha, Amadeu (Carlos Roberto) e Wilsinho; Freitas, Pedro Rodrigues (China) e Ferreira. Noroeste: João Marcos; Figueira, Tobias, Dedê e Mauricinho; Salomão, Ednaldo e Palito (Rangel); Jorge Maravilha, Lela e Bugre. Técnico: Varlei.
AQUELE ABRAÇO
Assim como o futebol, entro em recesso, até o começo de janeiro. Queridos leitores, feliz Natal e ótimo Ano-Novo.