Li o desabafo do leitor Fernando Lucilha, no JC de sábado e como responsável pela Receita na região, não posso me furtar de prestar alguns esclarecimentos. Inicialmente reconheço que o missivista tem razão em seu descontentamento com os rumos do pais. Todos nós, cidadãos cumpridores de suas obrigações perante a sociedade, temos o direito de manifestar nossas angústias e revolta.
No entanto, não podemos misturar as coisas, querendo colocar num mesmo nível todas as instituições públicas e privadas. Este país possui instituições que, apesar da grave crise que atravessamos, continuam funcionando, guiadas pelo espírito público e compromisso republicano. Limitando minha análise a nível federal, posso afirmar que, entre outras instituições, funcionam plenamente a Receita, a Polícia Federal, o Ministério Público e a Justiça. Estas instituições, verdadeiros órgãos de Estado e não de governo, mantém-se funcionando de forma plena, independente, republicana e ética.
Especificamente em relação às investigações que ocorrem na operação “Lava Jato”, devo destacar que, desde o início, Auditores Fiscais da Receita tem função essencial e relevante, apurando os tributos devidos, participando da identificação dos beneficiários do esquema e, sempre em conjunto com a PF e com o MPF, contribuindo para identificação dos delitos e dos responsáveis.
Muitas vezes, em função do dever de sigilo a que somos submetidos, não podemos divulgar o conteúdo de nossos trabalhos, mas o leitor pode ter a certeza de que a Receita está presente e continuará servindo a esse País, mesmo diante de tantas incompreensões. Me ponho à disposição do leitor para maiores esclarecimentos e informo que a Receita continua ali na Treze de Maio com a Bandeirantes e vamos continuar trabalhando, com vigor, impessoalidade e justiça.
Atenciosamente.