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'PIB Bauru' soma R$ 12,137 bilhões

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Eder Azevedo/JC Imagens
Gallo lembra que, em 2014, a crise política e econômica não havia se agravado

Bauru avançou no ranking das cidades com melhor Produto Interno Bruto (PIB) no País, divulgado anualmente pelo (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) IBGE. Mais uma vez, a forte vocação do município para o setor de comércio e serviços fez com que ele se mantivesse na lista das 100 localidades brasileiras com os melhores desempenhos.

Segundo os dados mais recentes, divulgados ontem, Bauru deteve o 66.º melhor índice do País em 2014, com PIB total de R$ 12,137 bilhões. A alta é de 15,7% em relação a 2013, quando havia ficado em 71.º lugar, com acumulado de R$ 10,491 bilhões. De um ano para outro, a cidade ultrapassou Louveira (SP), Canoas (RS), Sumaré (SP), Uberaba (MG) e Feira de Santana (BA).

O PIB representa a soma do valor de todos os bens e serviços finais produzidos em determinado período. Trata-se de um dos indicadores mais utilizados na macroeconomia para mensurar a atividade econômica, que inclui o desempenho de setores como administração pública, agricultura, indústria, serviços e comércio.

E foram estes dois últimos segmentos os que mais contribuíram para o resultado de Bauru. No PIB de serviços (que inclui, também, o comércio), a cidade aparece na 49ª posição entre todos os municípios brasileiros, com acumulado de R$ 8 bilhões - ou dois terços de seu PIB total.

FOI ASSIM

"É um resultado ainda melhor que o ranking geral, que reflete a vocação da cidade para estes dois setores", analisa o economista Mauro Gallo. Bauru não aparece, por exemplo, entre os 100 maiores PIBs da agropecuária ou da indústria.

Também não consta nesta lista dos "100 mais" quanto ao PIB per capita. "Mais uma vez, isso tem relação com a vocação da cidade, de comércio e serviços. Se tivéssemos um polo industrial maior, com salários e um nível de produção maiores, talvez os valores do PIB per capita fossem maiores também", frisa.

NÃO É MAIS

Gallo pontua, contudo, que a realidade de 2014, ano de referência para os dados, é bem diferente da atual. Naquele ano, quando a ex-presidente Dilma Rousseff foi reeleita, a crise política e a recessão econômica ainda não haviam se instaurado.

"Não estávamos uma maravilha economicamente, mas foi a partir do final de 2014 para 2015 que a coisa se agravou. Foi quando veio à tona a verdadeira realidade da economia. Mas, até que Bauru não sofreu tanto quanto a maioria das cidades".

Para 2015 e 2016, a expectativa é de que o resultado do PIB de Bauru não tenha altas significativas. Mas, como este desempenho deve se repetir no País todo, é provável que o município não perca posições.

De acordo com o economista, para 2017, o cenário ainda não será animador. "A crise política não está resolvida e ela continua afetando demais o setor econômico. Mesmo com a mudança de governo, o ano de 2017 deverá ser extremamente grave politicamente. Há, ainda, muita incerteza e desencontro, que poderão prejudicar os resultados de eventuais boas medidas econômicas que vierem a ser adotadas", completa.

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